Varejo brasileiro em 2023: consumo e tendências para 2024

O varejo brasileiro em 2023 teve crescimento e desafios. Registrou alta de vendas, destacando-se setores como veículos e farmacêuticos, mas enfrentou quedas em segmentos como vestuário e papelaria. A migração para o digital continua a influenciar o cenário.

O comércio varejista no Brasil em 2023 conquistou crescimento, com um aumento de 1,7% em suas vendas, superando o ano anterior, que fechou com alta de 1%. Apesar da queda de 1,3% em dezembro, o resultado anual foi positivo, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse desempenho é significativo, mantendo uma tendência de seis anos consecutivos de expansão do setor.

Leia mais sobre as atividades em alta, setores que caíram, análise do IBGE e mais insights ao final.

Atividades em alta no varejo brasileiro em 2023

Entre as 11 atividades pesquisadas no varejo, sete registraram crescimento em 2023. Destacam-se os setores de veículos e motos, partes e peças, com uma elevação de 8,1%; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com aumento de 4,7%; e combustíveis e lubrificantes, com 3,9%. Esses números indicam uma recuperação notável em setores que enfrentaram desafios significativos, como o de veículos, que passou por um período de baixas receitas, especialmente após os impactos da pandemia de COVID-19.

O varejo brasileiro em 2023 teve crescimento e desafios. Registrou alta de vendas, destacando-se setores como veículos e farmacêuticos, mas enfrentou quedas em segmentos como vestuário e papelaria. A migração para o digital continua a influenciar o cenário.
O varejo brasileiro em 2023 teve crescimento e desafios. Registrou alta de vendas, destacando-se setores como veículos e farmacêuticos, mas enfrentou quedas em segmentos como vestuário e papelaria. A migração para o digital continua a influenciar o cenário.

Setores que caíram no varejo brasileiro em 2023

Por outro lado, algumas atividades enfrentaram quedas, como outros artigos de uso pessoal e doméstico, com uma redução de 10,9%, e tecidos, vestuário e calçados, com queda de 4,6%. Esses resultados podem ser atribuídos a fatores específicos, como crises contábeis em grandes marcas do setor de lojas de departamento e mudanças no comportamento de consumo após a pandemia.

A visão do IBGE sobre o varejo brasileiro

De acordo com Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE, a migração dos produtos físicos para os meios digitais continua sendo uma tendência observada, especialmente em categorias como livros, jornais, revistas e papelaria, que registraram uma queda de 4,5% em 2023. Esse movimento indica uma mudança estrutural no comportamento do consumidor, impactando diretamente o desempenho desses setores.

Em outras palavras

O varejo brasileiro em 2023 mostrou-se resiliente, com setores como veículos e farmacêuticos impulsionando o crescimento, enquanto outros, como vestuário e papelaria, enfrentaram desafios decorrentes de mudanças nas preferências dos consumidores. A migração para o ambiente digital continua a moldar o cenário varejista, exigindo adaptação e inovação por parte dos comerciantes para se manterem competitivos em um mercado em constante evolução.

Fonte: Texto escrito com dados da Agência Brasil (EBC) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

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