Arquivo da tag: Spotify

Self-data: de olho em nosso perfil musical com o Top Fans do Spotify

Hoje, o Spotify é o serviço de assinatura de streaming de áudio mais popular do mundo, 365 milhões de usuários ativos por mês presente em 178 mercados – de acordo com a própria plataforma em junho de 2021. Tantos resultados oferecem uma gama de dados sobre o mercado de música e podcasts, mas também sobre os próprios usuários. E é aí que entra a self-data ou os dados pessoais, para fornecer estatísticas sobre músicas que você ouve, curte e os artistas que mais acompanham.

Self-data: compartilhando o seu perfil sobre música

Self-data ou data self é o uso de dados disponíveis nas plataformas para gerar informações aos usuários. Se você utiliza um streaming, seja de áudio, vídeo, ou até equipamentos inteligentes, você gera dados de uso. Nem todos os dados são cedidos ao usuário, e alguns deles são disponíveis apenas via API/programação. Por outro lado, a disponibilização e democratização desses dados como forma de lazer, auto-conhecimento e conhecimento dos amigos e colegas é o que popularmente chamamos de self-data.

O uso do self-data feito pelo Spotify une a proposta de popularizar a própria plataforma e também mostrar quais os hábitos dos ouvintes. A publicação pode ser o compartilhamento de um story do Instagram com o seu top artistas e também a música mais tocada. A plataforma irá utilizar os dados que você já gerou para o seu uso de conhecimento e compartilhamento.

Como funciona o Top Fans e quais dados são divulgados

Spotify: are you a today’s top fan? Fonte da imagem: Divulgação/Spotify

O Spotify Today’s Top Fans é um site que mostra a participação do ouvinte com o artista. Mostra cartões com todas as interações, músicas dos artistas em destaque e para acessar, é só realizar login usando os dados do Spotify. O site oferece a opção de engajamento para apoiar os artistas. O Spotify também permite aos usuários informar quantas horas eles passaram ouvindo aquele artista e em qual porcentagem dos principais fãs desse artista você está (o melhor ranking é o fã 1%).

A prática não foi a primeira do Spotify, que já utiliza o self-data para engajar e divulgar o serviço. Anualmente, existe o Spotify Wrapped: campanha anual de marketing com a apresentação sobre seus artistas e músicas mais tocadas.

Dentre outros dados calculados pelo Spotify, temos:

  • O artista mais ouvido;
  • Quando eles os ouviram pela primeira vez;
  • As três músicas mais ouvidas do artista;
  • Quantas vezes eles tocaram sua música favorita.

Dentre os precursores, encontramos o Last.fm

Last.fm: imagem mostra serviço de música com telas do scrooble e dados. Fonte: Divulgação/Last.fm

A tendência de self-data – oferecer dados pessoais para mostrar quais são seus “tops” do momento – ocorre na música já há alguns anos e um dos pioneiros foi o aplicativo Last.fm, criado em 2002. No Last.fm o usuário possui uma conta, realiza a conexão com os seus aplicativos de música ou streamings, e a partir daí realiza o “scrobble” ou a gravação do se ouve. O aplicativo fornece dados pessoais sobre:

  • Artistas mais tocados (divididos por dias, semanas meses, ou total);
  • Músicas mais tocadas (divididos por dias, semanas meses, ou total);
  • Músicas mais amadas (que receberam mais “curtir”);
  • Música que virou obsessão no momento.

Last.fm foi fundado em 2002 e ainda conta um sistema de recomendação de músicas e artistas, seja baseado no que você já ouviu (suas recomendações pessoais) ou baseado nas categorias (por tipo de música, por exemplo, rock, ou por bandas semelhantes à que você acessou). A Last.fm também oferece um serviço de assinaturas, em que não há propagandas, possibilidade de ver visitantes recentes e rádios exclusivas.

Mais sobre o Spotify

O Spotify com 365 milhões de usuários ativos por mês, incluindo 165 milhões de assinantes, possui mais de 4 bilhões de usuários totais, mais de 70 milhões de faixas, + de 2.9 MM de títulos de podcasts e + 4 bilhões de playlists. De acordo com a plataforma, finalizou o ano de 2020 em novos 93 países e territórios, incluindo o lançamento em julho de 2020 na Rússia, Comunidade de Estados Independentes e nos Bálcãs, e o lançamento em fevereiro de 2021 na Coreia do Sul. Em termos geográficos, todas as quatro principais regiões estão crescendo.

Os assinantes Premium cresceram 20% anualmente, especialmente na Europa e na América do Norte. No Brasil, realizou uma renovação e expansão da promoção Vivo (teste de 3 meses no Brasil). Adotaram ofertas de retenção como Planos Duo e Família.

O uso da voz na internet brasileira: nas redes sociais, streamings e, em especial, nos assistentes virtuais

Assistentes de voz como Alexa e Google Home; as redes sociais ClubHouse e a função do Twitter Spaces (ou Twitter Espaços) no Twitter; os podcasts ou músicas para ouvir nas plataformas de streaming Apple ou do Spotify. O uso da voz na internet tem aumentado em diversas frentes, seja para automatizar a casa por meio dos assistentes virtuais ou para momentos de entretenimento. Seja para ouvir ou falar, redes de voz estão em alta.

Assistentes virtuais de voz no Brasil

Uso de redes e aplicativos por voz: Google Home Assistente lidera, à frente da Amazon Alexa nas casas inteligentes do Brasil (imagem: FreePik)

De acordo com pesquisa da consultoria Ilumeo, no Brasil, um em quatro brasileiros usa assistente de voz. A utilização cresceu 47% durante a pandemia do COVID-19 no ano de 2020. Os entrevistados afirmaram que encontraram maior valor agregado dos aparelhos com a tecnologia. O uso está ligado ao uso do Google, que fica à frente da Apple e Amazon. 

O streaming no Brasil

O crescimento do uso de streaming para ouvir músicas e podcasts no Brasil também continua em alta. Segundo as estimativas da Associação Brasileira de Música Independente (ABMI), 30% de músicas foram inseridas nas plataformas durante a pandemia. Carols Mills, presidente da ABMI, afirmou em entrevista à Veja* que o potencial de expansão é bastante grande. “O Brasil tem uma margem grande de crescimento no setor, podendo alcançar 70 milhões de assinantes, o que representaria um terço da população total. Dado que o Brasil terminou 2019 com 11,8 milhões de assinantes de serviços licenciados de streaming de música, isso deixa enorme espaço para crescimento”, diz Carols Mills. 

Redes Sociais investem na voz

Twitter Spaces. Imagem de reprodução do Twitter

Apesar das funcionalidades de mandar mensagens por voz serem utilizadas no WhatsApp, Instagram, Facebook e no Twitter, agora surgem redes que criam salas exclusivas só para conversar por voz. Depois do ClubHouse, agora o Twitter lança o Twitter Spaces ou Twitter Espaços. Abaixo, sete questões para saber mais sobre os Spaces (citei isso em outro post e, caso tenha interesse em saber mais acesse 7 fatos sobre o Twitter Spaces aqui).

E mais está por vir: algumas marcas já estão trabalhando com voz

Disney: The Magic of Storytelling

Em 2020, a Disney lançou uma campanha de Dia das Crianças com interação em assistentes pessoais. A marca investiu no uso do Voice Interactive Storytelling, que permite criar histórias por meio de comandos de voz.

Veja mais: