WEIRD Data: o que significa e origem do termo na Sociologia

Você sabe o que é uma pesquisa “WEIRD” ou “WEIRD DATA”? W.E.I.R.D., em pesquisa, significa: Western (ocidental); Educated (educação superior); Industrialized (industrializado/urbano); Rich (rico). Democratic (democrata).

Qual o problema dessas pesquisas com Weird Data?

WEIRD Data cria pesquisas que só abordam determinada parcela da população. Apesar de serem 80% das pesquisas produzidas, elas representam apenas 12% da população mundial, de acordo com a American Psychological Association (APA). Elas podem ser reduzidas ao clichê de “precisamos sair da caixa” das pesquisas.

Origem do termo “Weird Data”

Em um estudo ilustrativo do livro de 1966 “The Influence of Culture on Visual Perception”, os pesquisadores da Universidade de Columbia Steven Heine, PhD, and Ara Norenzayan, PhD, descobriram que os estudantes universitários dos EUA percebem algumas ilusões visuais em um grau muito maior do que pessoas de muitas outras culturas, incluindo San foragers of the Kalahari.

“De fato, pessoas de algumas culturas não foram completamente afetadas por certas ilusões. Se processos aparentemente básicos como a percepção visual podem diferir entre as culturas, diz Henrich, faz sentido que outros também o façam”. “Esperamos que os pesquisadores percebam o quão precária é a posição em que estamos quando tentamos construir teorias universais a partir de uma fatia estreita e incomum da população”, completa o pesquisador.

Para resolver o problema, Heine e seus colegas sugerem que editores de periódicos e agências de financiamento incentivem os pesquisadores a discutir as limitações de suas amostras e buscar participantes mais representativos do estudo.

Vi no Livro Dataclysm: Who We Are by Christian Rudder (mais sobre ele aqui).

Profissional de Digital Business e Business Intelligence, com foco em Consumer Insights, Trends e Cultural Research. Pesquisa e trabalha criando estratégias baseadas em dados. Criadora do Dataísmo e da comunidade de consumer insights Priszma by Dataísmo. Formada em Marketing e pós-graduanda em Digital Business na USP.

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