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Dados do Metaverso da Meta em 2023. Imagem: Meta/Facebook.

Dados do Metaverso em 2023

Números e panorama para entender o Metaverso em 2023

“O Metaverso com M maiúsculo, descendente do filme “Tron” de 1982 e do videogame “Second Life” de 2003, nasceu em 2021 quando o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, mudou o nome de sua empresa de trilhões de dólares para Meta. Depois de uma estreia muito anunciada, o Metaverso se tornou a obsessão do mundo da tecnologia e um hack rápido para conquistar os investidores de Wall Street” (Business Insider).

O Metaverso (com M maiúsculo), criado pela Meta (empresa do Facebook, Instagram e Threads), combina realidade aumentada e virtual para criar um universo imersivo. É um ambiente virtual onde as pessoas podem se conectar, interagir e fazer transações usando avatares. Já existiam outros ambientes virtuais e outros “metaversos” de outras empresas (inclusive jogos). E então o Facebook criou o seu próprio universo, mudando o nome da empresa para Meta.

➡️ Por dentro da tendência “Metaverso”: dados de 2023

Dados do Metaverso entre 2021 e 2023 mostram que o interesse pelo Metaverso da Meta atingiu seu ápice entre 2021 e o início de 2022, levando muitas pessoas a explorar suas aplicações.

Como podemos ver nos dados do Google Trends:

Dados do Metaverso em 2023. Evolução das buscas por "metaverso" desde 2021. Gráfico: dataismo/Juliana Freitas.
Dados do Metaverso em 2023. Evolução das buscas por “Metaverso” da Meta desde 2021. Gráfico: dataismo/Juliana Freitas.

 

Em especial durante o auge da tendência, criadores e pessoas que usam criptomoedas indicaram que a “terra digital” (terreno virtual) no Metaverso seria a próxima fronteira do investimento imobiliário. Entre as marcas, o Walmart e o McDonalds se juntaram ao Metaverso.

➡️ Mas e os dados do Metaverso?

  • O recurso de recompensas (na empresa Horizon Worlds) gerou US$ 470 em receita globalmente.
  • Teve uso de 38 usuários ativos (fonte: Descentraland/The Guardian).

➡️ Metaverso em 2023: mudança e atualizações

Em maio de 2023, Meta anunciou mudanças no desenvolvimento do Metaverso, descontinuando a ferramenta de criação de eventos no Horizon Worlds.

Empresa também escreveu que:

“Está claro que nosso sistema de eventos atual não está atendendo às necessidades de nossa comunidade em geral (…).

À medida que reorientamos nosso desenvolvimento no Worlds para melhorar a qualidade geral da plataforma, também dedicamos um tempo para revisitar alguns recursos legados que não estão de acordo com nossos padrões de qualidade renovados”.

➡️ Onde estão as pessoas que entram em universos virtuais hoje?

De acordo com o The Verge e The Guardian, as crianças e jovens adultos não tiveram adesão no Metaverso. Elas usam os jogos Roblox, Minecraft e Fortnite.

Marcas como Gucci e Nike começaram a realizar eventos e lançamentos de produtos nesses espaços virtuais (o “metaverso” dos próprios jogos), interagindo com mercados mais jovens. É possível comprar “skins”, mudar as roupas, adquirir itens por meio de NFTs e desbloquear novos universo dentro deles. Diversas marcas se juntaram aos universos virtuais por meio de outras plataformas além do Metaverso. Dentre todos os segmentos de mercado, os jogos são os que mais movimentam transações comerciais.

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Empresa OpenSea criou NFTs "meta slaves" para emular mercado de escravos online online

Meta Slaves: reflexões sobre os NFTs de escravos

No mês da Consciência Negra Americana (Black History Month) a empresa Open Sea criou “Meta Slaves” (meta escravos) ativos digitais para comprar escravos online. Segundo os criadores, é uma oferta para “honrar a abolição da escravidão”. Mas, para isso, vendeu fotos de pessoas negras, em ação similar ao próprio mercado de escravos de antigamente. 

Os perfis nas redes sociais da coleção tinham como descrição “mostrar que todos são escravos de alguma coisa. Um escravo de desejos, trabalho e dinheiro“. Surgiram no dia 25 de janeiro e um dos primeiros NFTs é a imagem de George Floyd, que custa 25,04 ETH, o equivalente a R$ 366.176,47, homem que foi morto nos Estados Unidos.

Empresa OpenSea criou NFTs "meta slaves" para emular mercado de escravos online online
Empresa OpenSea criou NFTs “meta slaves” para emular mercado de escravos online online

Depois de críticas nas redes sociais por emular o mercado escravo online, o grupo tentou se justificar e mudou as fotos dos escravos virtuais. Adicionou brancos e de etnia asiática. “Haverá outras coleções no futuro: branca, asiática, etc”. Outro post pediu desculpas “a quem se ofendeu”. Porém a página do Instagram, até então, era composta apenas de pessoas pretas. De acordo com os criadores: “Com este projeto, queremos mostrar a todos que nunca esqueceremos as vítimas e o sofrimento de nossos ancestrais, devemos relembrar a história para que isso não aconteça novamente… Este projeto foi inspirado pelo Black Lives Matter e também em homenagem a George Floyd.” (Projeto Meta Slave no Twitter). Vendendo a imagem de um homem assassinado.

O caso abre espaço para o debate da ética em torno dos ativos online, já que não existe regulamentação clara da venda desses artigos digitais. No Brasil, temos questões em torno da declaração do Imposto de Renda, da propriedade intelectual dos ativos, do direito à infungibilidade, mas ainda não existe clareza para a aplicação de escravidão de pessoas negras e todas as questões que envolvem esse tipo de venda.

Sobre o assunto, segue o artigo de Nina Silva no Linkedin.

Nina é CEO Movimento Black Money & D’Black Bank e Columnist MIT Review:

Essa semana veio à tona outro escândalo envolvendo a plataforma de criptoativos OpenSea, onde um projeto chamado Meta Slave (“meta-escravo”) criou uma coleção de NFTs contendo fotos de pessoas negras como se fossem escravizados à venda. A página já foi removida da plataforma, mas é importante pensar sobre o legalismo digital da barbárie.

Dentro do cenário dos criptoativos, os NFTs (Token Não Fungíveis) estão em alta. São criptos colecionáveis que não podem ser reproduzidos, apenas transferidos, e podem representar virtualmente qualquer tipo de item, seja ele real ou intangível.

Há um ponto crítico com relação ao universo de blockchain pois, apesar de estar em alta e crescente, ainda não há regulamentação operada por um órgão voltada para isso mesmo já tendo vários países como EUA com projetos de leis ainda em discussão. Sendo assim, no caso dos NFTs, que são uma nova oportunidade de se obter posse ou propriedade intelectual sobre determinada obra, é preocupante que se dependa apenas do pacto social para evitar a venda, neste caso, de obras criminosas em seus objetivos. O pacto social que conhecemos promove a manutenção dos privilégios da branquitude, enquanto opera a opressão sobre nós negros nas relações de poder. A posse de certificados digitais com a simbologia de pessoas negras mais uma vez em posição de escravização ressignifica do imaginário coletivo a possibilidade de posse de indivíduos negros por parte de pessoas brancas.

Muita gente se vale do discurso de uma pseudo liberdade de expressão para destilar ódio, a julgar principalmente pelos últimos anos, o Brasil é um grande exemplo. No mundo do blockchain também é preciso criar meios de controle para que pessoas supremacistas não encontrem mais lugares onde praticar suas violências, mesmo que em forma de títulos digitais, e reforcem a opressão sobre os já oprimidos.

Se o mercado de criptoativos ainda não possui uma regulamentação própria, será que uma ação como essa não deve então ser judicialmente caracterizada como crime cibernético pela oferta da OpenSea na rede, por exemplo? Qual a sua opinião para evitarmos ou controlarmos sem burocratização?
#blockchain #digital #nft

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Balenciaga entra no jogo Fortnite. Imagem: Reprodução/Fortnite

Lucro de NFTs 2021: movimentam US$ 25 bilhões, veja 5 marcas

Lucro de NFTs 2021.

Primeiro, qual o motivo de falar de NFTs? Por ser  uma das apostas para 2022. É um ativo digital exclusivo e de alta tecnologia. Os NFTs movimentaram cerca de US$ 25 bilhões em 2021 no e-commerce mundial.  Dentre elas, Barbie com Balmain, Dolce&Gabbana, Louis Vuitton, Nike, Balenciaga.

O volume de lucro de NFTs 2021 era de apenas US$ 94,9 milhões no ano anterior. O DappRadar coletou dados em dez blockchains diferentes, que são usados para registrar quem possui o NFT. 

De acordo com Digi-Capital’s AR/VR Analytics Platform, lucro de NFTs 2021, na área de realidade aumentada e realidade virtual cresceram e ainda deve aumentar.

Os casos de uso comercial devem receber o maior investimento em 2024 são treinamento e manutenção industrial, 4.1 bilhões de dólares previstos para serem investidos em ambos os campos.

Jogos de RV, visualização de vídeo/recursos de RV e jogos de RA compõem os três maiores casos de uso do consumidor para realidade aumentada e virtual (AR/VR) já apresentam lucro de NFTs 2021, e a previsão é de que 17,6 bilhões de dólares americanos sejam gastos em 2024.

5 marcas que já investem na criação de NFTs

Barbie x Balmain (Mattel)

Barbie x Balmain: NFT. Imagem: Reprodução: Mattel
Barbie x Balmain: NFT. Imagem: Reprodução: Mattel

Coleção limitada. “Juntas, Barbie e Balmain estão criando um novo capítulo no legado das indústrias de brinquedo e moda“, disse Richard Dickson, presidente da Mattel. 

“Para esta colaboração, estamos desenvolvendo o novo estilo francês das coleções mais recentes da Balmain, mais uma vez mostrando que a Balmain é inspirada pela beleza verdadeiramente diversa e emocionante encontrada nas avenidas e avenidas parisienses de hoje. Esta coleção também rejeita quaisquer limitações de gênero arbitrárias – esta é uma coleção quase 100% unissex. Pois, assim como a Barbie de hoje deixa claro, não há mais nada nos segurando!” complementa Oliver Rousteing.

De acordo com a marca, a primeira coisa que você notará é “all pink” (todo rosa). “Isso faz todo o sentido, é claro – para uma colaboração com a Barbie, você aposta no rosa, já que essa cor se tornou sinônimo da marca. Assim, o diretor criativo da Balmain, Olivier Rousteing, projetou a paleta da coleção para evoluir dos blushes mais suaves para uma série de tons mais fortes.

Olivier Rousteing e sua equipe de design da Balmain também se inspiraram na conhecida iconografia brilhante do universo Barbie. Camisetas e moletons canalizam habilmente o tratamento gráfico ousado que se reconhece imediatamente como da Barbie – e muitos dos acessórios são híbridos inventivos das bolsas exclusivas da Balmain e da embalagem da Barbie.

Grande parte desta coleção de edição limitada brinca com novos toques nas assinaturas familiares da Balmain, incluindo a icônica marinière da casa e seu hipnotizante padrão Labyrinth” explica a marca no site oficial da campanha.

Dolce&Gabbana

Dolce¨&Gabbana: NFT. Imagem: Reprodução/DG
Dolce&Gabbana: NFT. Imagem: Reprodução/DG

Surpresa na passarela. No final de 2021, lançou Collezine Genesi, sua primeira coleção de alta costura digital. De acordo com a marca, foi pensada para ser atrativa nas três dimensões: a digital, a física e a da experiência

Cinco das peças foram criações físicas, desenhadas e executadas pela Dolce&Gabbana, com ativos digitais da UNXD para o metaverso: duas versões de The Dress from a Dream, em ouro e prata, ambas com contas cintilantes e detalhes em cristal; O Glass Suit, um terno masculino verde esmeralda, igualmente embelezado; e duas coroas de prata banhadas a ouro e cravejadas de pedras preciosas, chamadas The Lion Crown e The Doge Crown.

As outras quatro peças foram exclusivamente digitais: três jaquetas masculinas ricamente bordadas e The Impossible Tiara, feita de “joias que não podem ser encontradas na Terra”, como Dolce & Gabbana explicou no Twitter. Com base em esboços dos designers da marca, Domenico Dolce e Stefano Gabbana, eles foram construídos pela UNXD, usando o blockchain Polygon, explica a marca. 

“Não se trata de nostalgia”, disse Dolce em entrevista ao Luxury London. “Tradição e inovação têm sido dois temas essenciais para nós desde o início – quando começamos, fomos transportados pela inovação; então descobrimos que ainda precisávamos de nossas raízes. Queríamos entender, em uma era como essa, onde existe uma nova geração digital, como podemos conversar e dialogar melhor com nossas experiências, tradições e o artesanal, e aliar tudo isso à inovação. Além disso, a tradição não tem sentido se não houver inovação e vice-versa. Assim como não há Dolce sem Gabbana!”.

Nike

Nike e RTFKT no metaverso, criando NFTs de tênis. Imagem: Reprodução/Instagram RTFKT
Nike e RTFKT no metaverso, criando NFTs de tênis. Imagem: Reprodução/Instagram RTFKT

Foco no multiverso e produção de tênis no universo digital. Em dezembro de 2021, a empresa adquiriu a startup RTFKT. Em anúncio oficial à empresa, revelou que buscam ser uma empresa líder que aproveita a tecnologia de ponta para fornecer colecionáveis de próxima geração que mesclam cultura e jogos.

 “Esta aquisição é mais um passo que acelera a transformação digital da Nike e nos permite atender atletas e criadores na interseção de esporte, criatividade, jogos e cultura”, diz John Donahoe, presidente e CEO da NIKE, Inc. equipe de criadores muito talentosa com uma marca autêntica e conectada. Nosso plano é investir na marca RTFKT, servir e desenvolver sua comunidade inovadora e criativa e ampliar a presença digital e as capacidades da Nike”.

Esta é uma oportunidade única de construir a marca RTFKT e estamos empolgados em nos beneficiar da força e experiência fundamentais da Nike para construir as comunidades que amamos”, diz Benoit Pagotto, um dos cofundadores da RTFKT.

 “A Nike é a única marca no mundo que compartilha a profunda paixão que todos temos pela inovação, criatividade e comunidade, e estamos empolgados em expandir nossa marca, que foi totalmente formada no metaverso.”

Balenciaga

Balenciaga entra no jogo Fortnite. Imagem: Reprodução/Fortnite
Balenciaga entra no jogo Fortnite. Imagem: Reprodução/Fortnite

Marca já está no jogo Fortnite. Criou uma série exclusiva para o jogo e foi primeira marca de moda a fazer parceria com a Fortnite. Vendeu quatro itens exclusivos de sua coleção para servir de skin e acessórios para avatares para serem utilizados em seu universo. 

O diretor criativo da marca de moda de luxo, Demna Gvasalia, busca sempre ter algo novo a oferecer e, desta vez, mescla as linhas entre o físico e o digital. O modelo físico de Balenciaga foi transformado em um avatar digital chamado ‘Doggo’, que usa roupas Balenciaga na arena Fortnite.

Para se equipar na produção do universo digital, a Balenciaga está lançando um departamento virtual próprio. A nova unidade de negócios é “dedicada inteiramente ao desenvolvimento de produtos, projetos e experiências” pensados para o metaverso.

“Neste momento, o clímax da interação com uma marca de luxo é que você clica em curtir, comenta ou compra algo”, disse o CEO da Balenciaga, Cédric Charbit, em uma conferência do Business of Fashion (BoF). “Podemos chegar ao próximo nível por meio do metaverso, já que as empresas, incluindo as do campo da moda, estão dando “passos gigantescos todos os dias” quando se trata de experiências e ofertas virtuais.

Louis Vuitton

Louis Vuitton lança Louis The Game e suas NFTs. Imagem: Reprodução/jogo.
Louis Vuitton lança Louis The Game e suas NFTs. Imagem: Reprodução/jogo.

Criou Louis the Game. Jogo da própria marca com ativos digitais para personalizar o personagem. LV está comemorando 200 anos e está prestando homenagem ao seu fundador por meio de várias novas iniciativas, incluindo esse jogo de aventura.

Nele, existem trinta NFTs desenhados pelo artista Beeple. Louis the Game pode ser baixado em dispositivos Apple, Android e Google, a coleção exclusiva LV Trunk já está disponível e a marca promete novas coleções de NFTs e novidades no jogo em breve.

De acordo com a Vogue Business (em tradução livre): a Louis Vuitton trabalhou com a startup de eventos Wenew para criar os NFTs, que são cunhados da carteira Louis Vuitton Ethereum.

A Wenew foi cofundada pelo artista Mike Winkelmann, conhecido como Beeple, que vendeu uma obra de arte NFT através da Christie’s por US$ 69 milhões, e colaborou anteriormente com a Louis Vuitton em sua coleção prêt-à-porter primavera 2019.

Beeple criou um dos três NFTs emitidos pela Louis Vuitton; os outros dois “momentos” NFT são cartões postais históricos da vida da Louis Vuitton (Louis the Game tem cartões postais dentro da experiência do jogo, mas não são NFTs).

Consumo de NFTs

Para as marcas, investir na tecnologia NFT é criar presença na realidade virtual (e assim algumas já começaram a ter lucro de NFTs 2021).

O uso de filtros em fotos e vídeos, os aplicativos e óculos de realidade aumentada (entre outros recursos) abrem espaço para criar experiências que envolvam o consumidor em ambientes 100% digitais.

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