Dados da Meta (Facebook) do último trimestre (Q2 2022)

Receita do Facebook no último trimestre

Meta teve queda de ganhos pela primeira vez em comparação aos últimos 14 trimestres. Teve ganho de 6.69 bilhões de dólares, com diminuição de 36% de sua receita em relação ao segundo trimestre de 2021.

Para o Meta, “essa perspectiva reflete uma continuação do ambiente de fraca demanda de publicidade que experimentamos ao longo do segundo trimestre, que acreditamos estar sendo impulsionado por uma incerteza macroeconômica mais ampla”.

Publicidade e audiência

Aumento de impressões dos anúncios em 15% considerando todos os aplicativos. O preço médio por anúncio diminuiu 14% em relação ao ano passado.

Apesar da receita do Facebook ter diminuído, o Facebook aumentou sua audiência em 3% com 1.97 bilhões de usuários únicos.  Nos últimos trimestres, a rede havia perdido usuários ativos. 

Meta informou que 2.88 bilhões utilizam todo o ecossistema de plataformas, composto de Facebook, Messenger, Instagram e WhatsApp todos os dias (um aumento de 4% em relação ao trimestre anterior).

Percepção e expectativa para a Meta

De acordo com o relatório Q2 2022, Meta disse que espera que a receita do terceiro trimestre de 2022 fique na faixa de US$ 26 bilhões a US$ 28,5 bilhões, refletindo a contínua diminuição da demanda de publicidade a partir do segundo trimestre.

“Foi bom ver uma trajetória positiva em nossas tendências de engajamento neste trimestre provenientes de produtos como Reels e nossos investimentos em IA”, disse Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta. 

“Estamos colocando mais energia e foco em torno de nossas principais prioridades da empresa que abrem oportunidades de curto e longo prazo para a Meta e as pessoas e empresas que usam nossos serviços”, completou Zuckerberg.

*Com dados e traduções livres do relatório Facebook Q2 2022 Earnings.

A campanha “Make Instagram again” e mudanças na rede social

Tudo virou o Tik Tok? As mudanças no Instagram aproximam o aplicativo à rede de vídeos no momento. Os usuários reclamam. E também: novas redes podem surgir para trazer o antigo Insta de volta, liderados pela gigante chinesa dos criadores do Tik Tok.

Instagram ou Tik Tok?

O movimento "Make Instagram Instagram again" foi publicado por Kylie Jenner, a mulher mais seguida na rede social hoje. Imagem: Instagram Stories Kylie Jenner.
O movimento “Make Instagram Instagram again” foi publicado por Kylie Jenner, a mulher mais seguida na rede social hoje. Imagem: Instagram Stories Kylie Jenner.

Essa semana, diversos influenciadores comentaram a respeito das últimas mudanças do Instagram. Uma delas foi Kylie Jenner, influenciadora seguida por 360 milhões (que é a mulher com maior número de seguidores).

No passado, quando Kylie Jenner criticou o Snapchat, a rede perdeu mais de bilhão de dólares. E de acordo com o portal SeuDinheiro, após o story pedindo o antigo Instagram, as ações da Meta (Nasdaq: META), dona do Facebook e Instagram, caíram 3,23% em Nova York, negociadas a US$ 161,27.

O posicionamento do Instagram

Adam Mosseri, Head do Instagram, divulgou há alguns dias um vídeo contando que a rede estava realizando testes de vídeos em tela cheia e mudanças no design. Mais clean e valorizando os Reels (todos os vídeos, inclusive IG TV e demais formatos, entraram na aba de vídeos).

Após os comentários de Kylie Jenner, Kim Kardashian e outras celebridades (além da própria audiência). O posicionamento mudou. 

  • Os planos de mostrar vídeos em tela cheia no feed foram pausados, diminuindo a semelhança com o Tik Tok.
  • O teste será interrompido em algumas semanas.

Vídeo completo de Adam Mosseri essa semana.

E já tem concorrência: um novo Instagram “raiz” à vista

ByteDance, empresadora criadora do TikTok, está desenvolvendo uma nova rede social para compartilhamento de fotos e textos, semelhante ao Instagram. Ela se chama “Kesong“, que significa croissant e chinês.

O Kesong deve ser criado em semelhança ao aplicativo Xiaohongshu (popular na China). Xiaohongshu é um aplicativo que foca no estilo de vida social e possui uma plataforma de comércio eletrônico com mais de 200 milhões de usuários. Os planos do Kesong incluem criar uma loja virtual também. A previsão é que o aplicativo Kesong seja lançado na China no verão chinês, que vai até 23 de setembro. Assim, foca nos pedidos da audiência em exibir fotos, life style e ainda favorece os criadores e vendedores que utilizam o Instagram hoje, trazendo um bom match entre as necessidades que as pessoas pedem no “Make Instagram, Instagram Again”.

De acordo com o portal The Drum (em tradução livre): “a mudança ocorre quando a ByteDance procura expandir seu império com mais aplicativos de mídia social na China e no exterior, à medida que procura enfrentar a gigante de tecnologia chinesa Tencent, proprietária do WeChat. A ByteDance é dona do Douyin, a versão chinesa do TikTok, que tem mais de 700 milhões de usuários diários, e do Toutiao, um agregador de notícias popular na China, que tem 200 milhões de usuários. A ByteDance foi recentemente avaliada em US$ 300 bilhões“.

Algumas reflexões sobre a “tiktokzização” das redes sociais

Será que estamos nos fixando apenas no modo de vídeos rápidos e sem muito conteúdo, sem deixar espaço para novas mídias emergirem – mesmo que os vídeos curtos e as coreografias não sejam parte da nossa estratégia, nossos gostos e hobbies? A verdade é que na história, nem todas as mídias novas e formatos novos mataram os outros. Continuam existindo outras formas de consumo de conteúdo. Até hoje.

O slow content continua disponível em blogs. E Youtube, por exemplo, não matou as séries (e o Youtube pode falar de fofocas de celebridades ou oferecer cursos gratuitos em playlists incríveis).  As pessoas continuam gostando de fotos, também. E agora, pedem redes que sejam para focar em vídeos e amigos. Então, nesse mar de escolhas, será mesmo que o TikTok, vai “matar” ou está matando alguma coisa? (leia mais sobre esses pontos aqui no blog).