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Playlists para dormir em 2023: crescimento de seleções de músicas para dormir e relaxar indicam busca por relaxamento e descanso.

Playlists para dormir em 2023: interesse aumenta em 80%

Playlists para dormir em 2023: interesse aumenta em 80%. O crescimento das playlists para dormir em 2023 é alto e mostra que as pessoas têm buscado na internet recursos para tornar seu sono ou o seu momento de descanso melhores. É aquela pausa para desacelerar e tentar melhorar a qualidade, potencializando pela música e dos vários canais e artistas que as fornecem (muitas vezes especializados em ter música para dormir!).

O interesse por playlists de músicas para dormir tem crescido nos últimos anos. Entre 2017 e 2023, houve um aumento de mais de 80% no interesse por esse tipo de seleção, conforme dados do Google Trends. O crescimento reflete a busca por alternativas que ajudem a melhorar a qualidade do sono e a combater o estresse e a ansiedade.

As playlists para dormir consistem em músicas relaxantes: tais como instrumental (música clássica, piano solo, sons da natureza); música ambiente (música eletrônica relaxante, sons de chuva, ASMR ou músicas com letras relaxantes); músicas de ninar e ainda canções com letras positivas. 

Playlists para dormir em 2023: variedade de estilos e gêneros

(ou: indo além do piano e da canção de ninar)

Playlists para dormir em 2023: crescimento de seleções de músicas para dormir e relaxar indicam busca por relaxamento e descanso.
Playlists para dormir em 2023: crescimento de seleções de músicas para dormir e relaxar indicam busca por relaxamento e descanso.

As playlists para dormir são compostas por uma variedade de estilos e gêneros musicais. O estudo “Os recursos de áudio da música para dormir: características universais e de subgrupo” analisou 985 listas de reprodução globais do Spotify e descobriu que os gêneros mais comuns eram sono, pop, ambiente e lo-fi.

Apesar dos gêneros mais comuns, como pop e ambiente, algumas pessoas têm preferências por sons de elevador, avião, rock ou até mesmo heavy metal. Todas podem ser escolhas válidas para quem busca relaxar, de acordo com a pesquisa. Por mais que não sejam as mais ouvidas, existe um nicho de músicas de vários estilos para dormir. Isso mostra que há espaço para diferentes tipos de sons que possam ajudar as pessoas em seu momento de descanso, e isso também depende bastante da escolha pessoal.

O importante é encontrar a música que ajude a diminuir a ansiedade, o estresse e contribua para que a pessoa tenha uma boa noite de sono, independente do estilo escolhido.

Em outras palavras

O interesse nas seleções de músicas para dormir e relaxar na internet mostra que o streaming pode ser um aliado ao relaxamento por meio de vários estilos e gêneros disponíveis. As playlists oferecem uma solução acessível para melhorar a qualidade do sono e combater o estresse e a ansiedade (uma oferta ampla encontrada na internet, e que é comprovada como uma oferta igualmente boa pela ciência). Muitas vezes essas músicas, estão no celular, na palma de suas mãos, o que ajuda a encontrar o conteúdo por todos, independente do serviço que assina ou da plataforma que usa.

O aumento no consumo de playlists para dormir também reflete uma necessidade. Cada vez mais, as pessoas estão buscando maneiras de melhorar a qualidade do sono e de combater o estresse e a ansiedade em um mundo tão ansioso e acelerado. As playlists de músicas para dormir oferecem uma alternativa que pode ser acessada direto do celular, do seu assistente de voz, usando streamings populares (como o Spotify da pesquisa citada) ou do próprio Youtube.

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Rebranding HBO+: marca torna-se MAX. Imagem: Logo. Divulgação MAX

Rebranding HBO+: marca torna-se MAX

O rebranding da HBO+ tem como objetivo não apenas refazer a aparência da marca, mas pretende em expandir seu mercado internacional e unificar o catálogo da Warner Bros Discovery (WBD) em um só espaço de streaming. Abaixo, mais detalhes do rebranding e como o seu reposicionamento pretende ampliar a audiência (e sua relação com os consumidores).

Rebranding HBO+: de HBO Max para Max

A transição de HBO Max para Max é uma estratégia de rebranding (reformulação da marca) planejada para conectar-se com uma audiência mais ampla, usando tecnologia, ampliando a oferta de conteúdos com outros catálogos da Warner Bros e focando na experiência dos consumidores de streaming.

Enquanto o nome HBO é associado a conteúdos de alta qualidade para adultos, a transição para Max visa ser mais inclusiva e abrangente, oferecendo uma experiência que atenda maior variedade de públicos, incluindo crianças. Além disso, também pretende refletir a evolução da plataforma.

O lançamento da Max nos Estados Unidos aconteceu em maio de 2023. Agora, a plataforma de streaming realiza a implantação internacional, alcançando 39 territórios da América Latina e do Caribe, incluindo o Brasil. Esta expansão não apenas amplia o alcance geográfico da Max, mas também marca uma mudança significativa em seu branding e oferta de conteúdo.

MAX no Brasil: América Latina faz parte do plano de expansão

A Max não divulga oficialmente o número de assinantes por país, apenas o número global. Atualmente, a plataforma possui 97,7 milhões de assinantes em todo o mundo, de acordo com dados da Warner Bros. Discovery de março de 2024.

Embora não haja um número exato para o Brasil, App Annie estimou que a Max tinha 5,4 milhões de assinantes no Brasil em dezembro de 2023, o que representaria cerca de 5,5% do total global. Esse número é uma conta baseada em downloads e uso mensal, porém nos traz uma noção do consumo em nosso país e quanto isso pode ser ampliado por meio do seu reposicionamento.

Localização e personalização: adaptando-se à diversidade da América Latina

Com o lançamento da Max na América Latina, a plataforma afirma que possui um compromisso com a diversidade cultural e linguística da região. Revelou que fez esforços específicos para oferecer conteúdos legendados e dublados em uma variedade de idiomas, garantindo que os espectadores se sintam representados e tenham uma experiência personalizada.

A Max reconhece a importância das produções locais na América Latina e afirma estar comprometida em investir nesses conteúdos. Ao colaborar com talentos regionais, a plataforma pretende oferecer uma variedade de narrativas que refletem as experiências da região. Essas produções originais não apenas enriquecem o catálogo da Max, mas também fortalecem os laços entre a plataforma e sua audiência latino-americana.

Refinando a experiência do usuário: tecnologia e conteúdo aprimorados

MAX traz consigo uma nova experiência de usuário, de acordo com a empresa. A plataforma investiu em melhorias em termos na entrega de conteúdo, criando recomendações personalizadas e ferramentas de controle dos pais. Essas atualizações visam proporcionar uma experiência mais intuitiva, envolvente e adaptável às necessidades dos usuários.

Além disso, a Max promete oferecer maior catálogo de conteúdo, combinando os favoritos já presentes na HBO Max com novos programas e produções originais. Esta expansão do catálogo representa um crescimento significativo, oferecendo aos assinantes uma variedade ainda maior de opções para explorar.

Em busca de transição suave e manutenção de benefícios (para manter os espectadores)

Continuidade para assinantes existentes é uma das prioridades da nova marca, de acordo com o seu comunicado oficial. Para os atuais assinantes da HBO Max, a transição para a Max será contínua e pretende não ter interrupções significativas.

Os usuários manterão suas configurações, histórico de navegação e preços do plano atual por um período limitado após o lançamento da Max. Isso garante uma experiência com menos dificuldades para os assinantes existentes.

Planos de assinatura flexíveis fazem parte desse processo. A Max oferece três planos de assinatura para atender às diversas necessidades dos usuários. Com opções de pagamento mensal ou anual, os assinantes podem escolher o plano que melhor se adapte ao seu estilo de vida e orçamento. Essa flexibilidade é a busca para que a Max seja acessível a uma maior gama de espectadores.

Em resumo, ela quer ser mais do que uma plataforma de streaming

Max quer representar mais do que uma plataforma simples de ser usada.

Seu novo posicionamento é ser um ecossistema de entretenimento dinâmico e diversificado projetado para atender às necessidades e preferências de uma audiência global. Com uma ampla variedade de conteúdos herdados de HBO e o adicional dos conteúdos da Warner Bros, quer criar uma experiência de usuário aprimorada e um compromisso com a diversidade e inclusão. O objetivo da Max é se tornar líder para o entretenimento digital na América Latina e no mundo.

*Conteúdo feito com informações oficiais da HBO/MAX para a imprensa. App Annie dezembro de 2023. Insights criados para o Dataísmo.

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Entrevista com Carlos Wolff sobre Twitch, streaming e a comunidade

Entrevista com Carlos Augusto sobre Twitch, streaming e a comunidade

Esse é um projeto de entrevistas feitas com profissionais e pesquisadores de comunicação, consumo e dados. São sete perguntas para entender temas relevantes e atuais do mercado.

Conheça o entrevistado

Carlos Augusto trabalha na indústria de tecnologia da informação há 15 anos, é entusiasta da Internet, videogames, gastronomia e música, e agora também é bacharel em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e atualmente reside em Porto Alegre, também no Rio Grande do Sul. Atuando em tecnologia, atualmente é  PreSales (pré-vendas) e as certificações são pela Hewlett Packard Enterprise (HPE)

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7 perguntas para Carlos Augusto

 

1. Como você avalia a importância da Twitch hoje?

Acho que a Twitch já foi um player importante no livestreaming. Hoje, para o público geral, ela continua “nichada” dentro do segmento de videogames, apesar das tentativas recentes de diversificar os tipos de lives que se encontram na plataforma.

Durante a pesquisa foi possível verificar que, apesar do aumento no número de lives de outros tipos (como “IRL” e “Só Na Conversa”, Reacts, Música) a maioria ainda é de videogames, e provavelmente continuará sendo, pela forma como a própria Twitch é estruturada.

Na internet ocidental ela continua sendo a plataforma referência para lives nesse meio, apesar de que, pessoalmente, vejo que o YouTube e TikTok estão buscando com força o público que curte esse conteúdo da Twitch. Eu acho que essas duas plataformas têm feito seu dever de casa nesse nicho, sendo cada vez mais relevantes e, principalmente, monetizáveis. A Twitch tem pelo menos dois concorrentes sérios com quem deve se preocupar a curto prazo, para garantir sua existência a longo prazo, mas continua sendo a melhor plataforma de lives de videogames e com a melhor experiência social dentre elas.

2. Quais seus principais aprendizados na pesquisa?

Que os consumidores desse tipo de conteúdo prezam muito por essa experiência social com os streamers e as comunidades que os cercam. As pessoas chegam nos canais pelos criadores de conteúdo ou por interesse em algum jogo, mas ficam pela comunidade e pelos laços afetivos que ali formam.

Além disso, eu fiquei surpreso com a preocupação dos usuários em ter uma moderação ativa nos canais, o que sinaliza que estes consumidores buscam, na internet, experiências dentro de um ambiente que consideram seguro, que tenha regras claras e uma moderação ativa.

Ficou muito claro que, para um canal “dar certo” na Twitch, é fundamental a combinação, em doses iguais, de carisma do streamer e sua capacidade de fomentar e construir uma comunidade positiva ao redor do canal. É principalmente isso que cria, nos usuários, um sentimento de pertencimento a uma ou mais comunidades, e que os motiva a realizar o apoio financeiro, ajudando a manter os canais que assistem, gostam e as experiências sociais que compartilham.

 3. Quais seus principais desafios em pesquisar a Twitch no período?

Acho que o principal desafio foi chegar nos usuários e convencê-los a preencher o questionário, que foi bem extenso. Felizmente, e sou muito grato por isso, vários streamers, conhecidos e desconhecidos meus, me ajudaram a divulgar a pesquisa em suas lives, o que de fato tornou o meu TCC viável. Por outro lado, tive algumas questões com a própria plataforma, que, após eu passar algum tempo divulgando a pesquisa, diretamente a usuários, cortou meu acesso a DMs e chats dos canais.

 Após poucas horas minhas mensagens foram automaticamente flagradas como spam pela Twitch, e ninguém mais as recebia. Mesmo entrando em contato com a Twitch e explicando a pesquisa, seu teor, não teve conversa – o que sinceramente já esperava. As sanções foram tecnicamente justas. De qualquer forma eu consegui dar meu jeito e digamos que, nesse processo, eu fiquei positivamente impressionado com a capacidade da Twitch em lidar com spam, quando há o interesse.

4. Como você realizou a pesquisa para o seu trabalho?

Primeiro que também sou usuário de Twitch, mas no meu caso eu não assisto a muitos canais focados em videogames, pessoalmente eu prefiro jogar. Por assistir mais a lives de Reacts e Música e não entender muito a razão de alguém querer assistir a outra pessoa jogando, resolvi explorar isso. 

Enquanto estudava a base teórica necessária dos estudos de Marketing sobre Comportamento do Consumidor, e o que já foi produzido sobre consumo de lives e Twitch, os meus objetivos foram se cristalizando e acabei por focar na descoberta das preferências e motivos de consumo desses usuários brasileiros da Twitch – foi aí que tinha certeza que esse seria o meu TCC. 

Após muitas reuniões de orientação e muito levantamento sobre o que já havia sido pesquisado sobre o tema, realizei 8 entrevistas em profundidade com pessoas conhecidas e desconhecidas, que foram necessárias para entender com um pouco mais em detalhes esse consumidor de lives de games na Twitch. 

A partir dessas entrevistas consegui montar o formulário para a fase quantitativa, e foi uma semana bem intensa de divulgação em diversos canais diferentes da Twitch e diretamente para os usuários, pedindo para as pessoas participarem. No fim consegui 218 respostas de usuários da Twitch, que, apesar de não me permitir generalizar os resultados de forma absoluta para toda a população de usuários brasileiros da Twitch, servem como uma exploração inicial desse público, que até então não havia sido estudado por aqui. Tanto é, que estou em vias de produzir um artigo a partir desta pesquisa.

5. Twitch ainda é considerada, por alguns, como uma plataforma relativamente nova. Em primeiro lugar, isso é verdade?

Definitivamente não é verdade, a Twitch existe há mais de 10 anos. A Justin.tv, que a Amazon comprou após entender o potencial deste mercado, foi criada em 2007, e não tinha foco em games. O que aconteceu foi a conjunção de estar na hora certa no lugar certo. 

O público gamer, que é acostumado com a utilização de novas tecnologias, logo viu o valor da transmissão de gameplays, e streamers e suas comunidades começaram a surgir em torno desse tipo de live. A Justin.tv logo se viu com um público enorme de lives de videogames e lançou a Twitch.tv, como uma espécie de “emancipação” deste público gamer de sua plataforma; depois a Amazon comprou tudo, descontinuou a Justin.tv e consolidou todo esse serviço de livestreaming na Twitch. 

Nessa história toda vão 16 anos, e a aquisição pela Amazon foi há 9 anos. Hoje o panorama é outro, todas as redes sociais criaram para si os seus tipos e formatos de lives, que muitas vezes não competem diretamente com a Twitch por serem experiências diferentes.

No Brasil não tem muita produção acadêmica sobre a Twitch, creio que por ser menos relevante no nosso contexto cultural e econômico, que outras redes como Facebook, Instagram e TikTok – que já tem a seu respeito um corpo acadêmico maior. A maioria dos trabalhos nacionais que encontrei são da área de estudos da Comunicação.

Durante minha pesquisa, eu encontrei muito material estrangeiro, principalmente da China, Europa e EUA (não coincidentemente os três maiores produtores de ciência do mundo hoje). 

Lá fora é produzida muita pesquisa acadêmica sobre diversos aspectos diferentes desse tipo de conteúdo (livestream), em todas as áreas. Esses trabalhos ajudaram a balizar por qual caminho eu poderia seguir dentro do nosso contexto. Justamente essa falta de produção acadêmica nacional, especificamente sobre Twitch e seu mercado, que me motivou a realizar esse trabalho como conclusão de curso.

6. Já ouvi pessoas dizendo que Twitch é mais para gamers. O que você diria dessa “verdade”?

É verdade, e eu diria que continua sendo, infelizmente, por escolhas que a própria plataforma faz. Ela prioriza os maiores streamers sempre, e estes são em sua maioria, historicamente, canais de videogames. Também acredito que por ser muito anglocêntrica (com foco no público dos países que têm inglês como idioma) esse aspecto é exacerbado, porque lá fora é mais forte essa cultura de videogame e os streamers são gigantes.

Aqui no Brasil, e na América Latina no geral, é uma subcultura ainda em formação, principalmente por conta de ser um hobby caro, de luxo, quando se quer jogar os lançamentos; um trabalhador brasileiro precisa dedicar muito mais horas de serviço que um trabalhador estadunidense ou europeu para adquirir um jogo.

Isso cria uma barreira de entrada pros consumidores em razão da limitação de renda do consumidor, que logicamente prioriza a compra de itens essenciais – videogame certamente não é um desses itens. Essa disparidade, histórica e estrutural, de acesso a novas tecnologias em diferentes sociedades contribui para a formação deste senso comum, na minha opinião.

Porém, creio que há espaço até mesmo dentro da Twitch para a promoção e crescimento de canais dos mais diversos tipos de conteúdo, com novos e diferentes streamers, que é evidenciado pela ascensão das lives de React e Música nesse mesmo ambiente. No caso da Twitch, no fim do dia as pessoas buscam a experiência social que está atrelada a um ou outro canal, mais do que um tipo de conteúdo, e acho que depende da Companhia aproveitar essa realidade para potencializar o que é possível e abandonar o que não dá mais resultado. Afinal, a concorrência está fazendo o “dever de casa”.

7. Que pontos você acha que a Twitch ainda pode desenvolver e aprender no futuro?

Primeiro que gostaria de deixar claro que são minhas opiniões, e não algum tipo de verdade absoluta. Uma coisa é usar a plataforma enquanto consumidor e ter opiniões, ser pesquisador da plataforma e seu público, outra é ser streamer, e outra é fazer parte da equipe que faz a engrenagem girar dentro da empresa.

Acho que a Twitch poderia depender menos das suas grandes personalidades e investir mais no fomento de comunidades menores, em maior quantidade.

Acho que a plataforma se distancia do público geral e acaba por criar barreiras de consumo ao referenciar a si mesma em seu material e eventos públicos, que cria essa sensação de encastelamento: quem chega de fora não entende de primeira o que tá acontecendo.

Talvez a chave para a massificação resida na quebra da percepção geral de que é uma plataforma só para gamers, e isso passa por abraçar novos conteúdos, novas personalidades, novas formas de comunicação e distribuição de conteúdo e diferentes relações de trabalho, que enquanto consumidor não vejo a Twitch fazendo hoje.

Outra questão que acaba desgastando essa relação de streamers e usuários com a plataforma são as constantes mudanças em suas políticas de monetização, que também acabam por afastar novos produtores de conteúdo. Se a Twitch não conseguir provar sua viabilidade econômica para os streamers, que estão de fato gerando valor para a plataforma todo dia, criando conteúdo e atraindo novos usuários, ela será substituída e a longo prazo provavelmente deixará de existir.

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O que é o Stranger Things Day? Mais sobre a data especial da série da Netflix

Stranger Things Day: o que é a data e a cronologia entre 2018 e 2023

O que é o Stranger Things Day? Stranger Things Day é a celebração anual de Stranger Things, organizada pela Netflix como parte de sua estratégia promocional da série. Essa data especial é comemorada em 6 de novembro, o mesmo dia em que Will Byers desapareceu na primeira temporada da série. 

A primeira edição do Stranger Things Day foi anunciada em 1 de novembro de 2018, por meio de um trailer especial divulgado nas redes sociais da série. 

Motivo do dia 06 de novembro

Stranger Things Day: data marca o desaparecimento de Will Byers e o início da série. Imagem: Netflix/divulgação.
Stranger Things Day: data marca o desaparecimento de Will Byers e o início da série. Imagem: Netflix/divulgação.

A escolha da data está intrinsecamente ligada à narrativa da série, marcando um evento crucial na trama. A comemoração tem como origem o dia do desaparecimento de Will Byers em 6 de novembro de 1983. 

É quando se inicia a série: quando os amigos de Will, fazem buscas para encontrá-lo e acabam conhecendo Eleven, que tem poderes sobrenaturais. Os eventos que se desenrolam a partir desse desaparecimento dão início a uma série de acontecimentos misteriosos e tenebrosos na cidade de Hawkins, transformando a data em um marco na história da série.

Stranger Things: tudo começa quando Will Byers desaparece em Indiana.
Stranger Things: tudo começa quando Will Byers desaparece em Indiana.

Stranger Things Day: ações no mundo e no Brasil

Nos anos seguintes, o Stranger Things Day continuou a cativar os fãs com eventos e revelações.

Seguem alguns deles, realizados entre 2018-2023* (última atualização em 06/11/23):

2018

  • O primeiro Stranger Things Day ocorreu em 6 de novembro de 2018.
  • Um vídeo especial do set da terceira temporada foi compartilhado nas redes sociais da série, com membros do elenco desejando um “Feliz Dia de Stranger Things” aos fãs.
  • A atração Stranger Things na Universal Studios foi reaberta em celebração ao dia.

2019

  • Foram lançadas as aguardadas cenas de erros de gravação das três primeiras temporadas.
  • O título do primeiro episódio da quarta temporada foi revelado como “The Hellfire Club”.
  • Foi divulgada uma imagem promocional de “The Hellfire Club”.
Chapter One: The Hellfire Club. Stranger Things: Temporada 4, Episódio 1. Imagem: Divulgação/Netflix.
Chapter One: The Hellfire Club. Stranger Things: Temporada 4, Episódio 1. Imagem: Divulgação/Netflix.

2020

  • Stranger Things Day 2020 trouxe várias novidades e anúncios relacionados à série, com foco principalmente na temporada 4.
  • A season 4 prometeu ser a mais assustadora até o momento, com ameaças humanas e sobrenaturais.
  • Os criadores da série, os irmãos Duffer, confirmaram que a produção da quarta temporada estava em andamento e anunciaram o retorno de Hopper.
  • Um teaser intitulado “From Russia With Love” foi lançado, revelando que o personagem Hopper estava preso na Rússia.
  • Além da série, um novo jogo para dispositivos móveis de Stranger Things foi anunciado, proporcionando uma experiência interativa aos fãs. O jogo é um RPG de localização permitia aos jogadores explorar o Mundo Invertido.
  • Netflix planeja expandir sua presença no espaço de jogos, incluindo parcerias com outras empresas, como Roblox, Ubisoft e Behaviour Interactive.
  • Outros projetos relacionados a séries da Netflix, como “The Dark Crystal: Age of Resistance”, também foram mencionados.

2021

Stranger Things Day 2021: anúncio e promessa da temporada mais assustadora e sobrenatural. Imagem: Divulgação/Tudum.
Stranger Things Day 2021: anúncio e promessa da temporada mais assustadora e sobrenatural. Imagem: Divulgação/Tudum.
  • No período de pandemia da Covid-19, a celebração teve foco online e as visitas à Stranger Things Store foram agendadas.
  • O teaser da quarta temporada foi lançado.
  • Os títulos dos episódios da quarta temporada foram revelados.
  • Uma arte retratando o mundo de Stranger Things foi divulgada.
  • Perfis oficiais de Stranger Things nas redes sociais compartilharam fotos de fãs e momentos icônicos da série.
  • Lançamento de stickers, filtros e recursos especiais no Instagram/Facebook.
  • Anúncio de templates inspirados em Stranger Things no Canva, otimizados para diversas plataformas sociais.
  • Disponibilização de planos de fundo temáticos para Zoom e Google Hangouts pelo Canva.
  • Lançamento da festa nas redes sociais da série à meia-noite (horário padrão do Pacífico).
  • Anúncio da temporada 4 às 7h (horário padrão do Pacífico).
  • Revelação de um mapa oficial da cidade de Hawkins às 9h.
  • Anúncio dos títulos dos episódios da Stranger Things 4 às 11h.
  • Apresentação das lojas pop-up de Stranger Things em Los Angeles e Nova York às 13h.
  • Comemoração do dia por criadores e colecionadores favoritos às 14h.
  • Exibição das transformações nos visuais dos personagens na Stranger Things 4 às 16h.
  • Produtos relacionados ao evento:
    • Merchandising na Netflix.shop, incluindo roupas, colecionáveis e estatuetas do Elegorgon.
    • Edição temática dos quadrinhos de Stranger Things publicada pela Dark Horse Comics.
    • Lançamento de bonecas Susi de Stranger Things pela fabricante Estrela na América Latina.
    • Coleção Merci Handy exclusiva na Sephora na Europa.
    • Nova coleção de jogos temáticos pela Panini.
    • Lançamento de miniatura colecionável da Onze com a frase “Amigos não mentem” na Ásia.
    • Pop-ups stores de Stranger Things em Nova York e Los Angeles com locais memoráveis da série para visitar.

2022

Stranger Things Day 2022: pela primeira vez, a série vai aos cinemas. Imagem: Divulgação/Tudum
Stranger Things Day 2022: pela primeira vez, a série vai aos cinemas. Imagem: Divulgação/Tudum
  • Exibição de Stranger Things 4: Volume 2 nos cinemas pela primeira vez, com incentivo para os fãs se vestirem com trajes da série e concorrerem a prêmios de melhor fantasia em várias cidades dos Estados Unidos e Toronto.
  • Cenas de “Papa” e “The Piggyback” da quarta temporada de Stranger Things foram exibidas em cinemas selecionados nos Estados Unidos.
  • Evento virtual no Roblox, em 6 de novembro, permitiu que fãs assistissem ao primeiro episódio da série e interagissem com o mundo de Hawkins de maneira imersiva.
  • Foi anunciado que Stranger Things: Puzzle Tales estaria disponível exclusivamente na Netflix.
  • Um evento de exibição online imersiva para “The Vanishing of Will Byers” foi hospedado no Roblox.
  • Stranger Things VR foi anunciado.
  • Foi lançado um vídeo de “Superfan Trivia” apresentado por Megan Thee Stallion nas redes sociais.
  • O título do primeiro episódio da temporada final foi revelado como “The Crawl”.

2023

Stranger Things 2023: "See you there, nerds". Divulgação: Tudum/Netflix.
Stranger Things 2023: “See you there, nerds”. Divulgação: Tudum/Netflix.
  • Um vídeo de bastidores para “Stranger Things: The First Shadow” foi divulgado.
  • Imagens dos bastidores das quatro primeiras temporadas foram compartilhadas nas redes sociais pela conta do Instagram de Stranger Things, Netflix e Ross Duffer.
  • “The Vanishing of Will Byers” foi transmitido o dia inteiro na conta do TikTok da Netflix.
  • Foi anunciado que o conteúdo de Stranger Things retornaria ao jogo Dead by Daylight.
  • Os personagens Eleven, Chief Hopper e o Demogorgon estiveram disponíveis para compra no jogo Fortnite por 24 horas.
  • Foi anunciado que o Stranger Things VR contaria com a dublagem de Jamie Campbell Bower e Matthew Modine e seria lançado em 30 de novembro de 2023.
  • Uma pequena prévia de “The Crawl” foi revelada pelos @strangerwriters (perfil oficial dos escritores de Stranger Things).

(Leia outros detalhes do Stranger Things Day 2023 aqui).

Stranger Things Day tornou-se um marco para os fãs

Com eventos, lançamentos e surpresas emocionantes, essa data se tornou um marco anual no calendário dos fãs, destacando o poder da série e sua conexão especial com o público. Além disso, a Netflix usa o Stranger Things Day como uma plataforma para promover novos conteúdos e produtos, mantendo a chama do entusiasmo acesa. 

No entanto, a greve dos atores e as incertezas sobre a última e quinta temporada adicionaram uma camada de expectativa ao futuro da série, tornando o Stranger Things Day uma ocasião ainda mais aguardada pelos fãs.

(Stranger Things Day: esse artigo tem última atualização em 06/11/23. Feito com dados, informações de ações de produtos e eventos do site Tudum da Netflix americana, TikTok/Twitter/Youtube oficiais da série. Último acesso das redes da Netflix e da série Stranger Things em 06/11/2023. Insights por Dataísmo).

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