5 tendências nos jogos online em 2022

5 tendências dos jogos onlines: NFTs e blockchain, costreaming, ligas oficiais e profissionais, novas estratégias de monetização e jogos mobile em crescimento com o amadurecimento de tecnologias 5G em todo o mundo.

  1. NFTs e blockchain monetizando fãs

Os patrocínios foram a base das receitas dos e-sports, que representaram quase 60% das receitas em 2021. O público de e-sports é jovem, diversificado e crescente, tornando a indústria um ímã para atrair patrocínios de marcas. Mas com o crescimento do mercado de jogos, as empresas têm investido em novas tecnologias aliadas a novas formas monetização, a fim de diversificar e ampliar os seus ganhos. Esse cenário favorece NFTs e blockchain, que têm ganhado cada vez mais espaço.

De acordo com a consultoria especializada em jogos Newzoo, até agora o público de e-sports tem sido receptivo sobre blockchain e NFTs. Os jogadores são nativos digitais e, portanto, curiosos e receptivos às novas tecnologias. Ainda possuem mais renda disponível do que a população online em geral (75% do público de e-sports tem uma alta renda familiar, sugerindo que eles são mais propensos a comprar produtos digitais especulativos).

  1. Jogos no smartphone têm predominado

O aumento da cobertura da internet 5G tem permitido jogos mais estáveis e viáveis nos smartphones. A América do Sul e o Sudeste Asiático têm crescido e se destacado nos últimos anos, enquanto os mercados da América do Norte têm ganhado mais força com o amadurecimento da tecnologia. 

  • Em 2021, havia 3,9 bilhões de usuários de smartphones em todo o mundo. (Newzoo)
  • Os gastos do consumidor de jogos para dispositivos móveis atingiram US$ 116 bilhões em 2021 – 16 bilhões a mais do que em 2020. (AppAnnie)
  • Os gastos dos jogadores devem chegar a US$ 138 bilhões até 2025. (SensorTower)

Dentre os jogos, existe espaço para todas as idades. A diferença é o tipo de cada um.

  • Os jogadores da geração Z  (nascidos entre 1997 e 2012) preferem o gênero battle royale, sandbox e MOBA. Fortnite, Roblox, Minecraft e Among Us.
  • Os millennials  gostam mais de jogos de RPG, estratégia e aventura, como Hearthstone.
  • Os jogadores da geração X gostam principalmente de quebra-cabeça, tiro e esportes.
  • Os Baby Boomers também gostam de quebra-cabeças e role playing games (RPG). Dentre os preferidos, encontram-se Candy Crush Saga, Minecraft, Grand Theft Auto (GTA), Call of Duty, The Sims, Super Mario, Animal Crossing, Counter Strike, Doom Eternal.
  1. Esportes tradicionais e jogos online se encontram: é o caso de NBA e outras ligas que se tornaram digitais

Existem três grandes ligas citadas pela Newzoo: League of Legends: Wild Rift da Riot, um dos maiores ecossistemas de jogos do planeta, com ligas regionais no Brasil, Japão, América do Norte e Sudeste Asiático; Honor of Kings da Tencent, um dos jogos mais populares do planeta, com jogos em todos os níveis, premiações de até US $ 10 milhões, e que está se expandindo para novas regiões criando ligas profissionais; e a Moonton’s Mobile Legends: Bang Bang, de forte presença no Sudeste Asiático, com planos de expandir-se no Brasil e outras regiões.

  1. Co-streaming: jogos e streaming se tornam mais próximos com as marcas

Co-streams são as retransmissões autorizadas de um evento, acompanhadas de comentários ao vivo durante os jogos. De acordo com a NewZoo, a democratização das transmissões de e-sports e permitir o co-streaming tornou-se extremamente popular. 

É uma ferramenta comprovada para editores e organizadores aumentarem o seu público total. Ao mesmo tempo, permitir o co-streaming é mais transparente e mostra confiança no conteúdo – duas coisas que os fãs de e-sports e streaming apreciam. Os resultados têm sido promissores até agora. 

Cerca de 31% das horas assistidas dos 10 principais eventos de e-sports norte-americanos do segundo trimestre vieram de canais de co-streaming. Ano após ano, as horas de exibição em co-streaming aumentaram 5 pontos percentuais (de acordo com o dacast).

  1. Live streaming se torna mais interativo e monetizado

A monetização de vídeos está crescendo para emissoras e marcas online.

O conteúdo ao vivo tem sido cada vez mais monetizado em diversas plataformas, como o Youtube, Facebook Gaming e Twitch. Para os criadores, quanto mais pessoas assistirem, maiores serão seus ganhos. Os valores podem ser enviados pela audiência (uma espécie de gorjeta) ou os produtores serem pagos pelas próprias plataformas.

Os anúncios em vídeo cresceram 46% em 2020, com o conteúdo ao vivo dobrando a participação de mercado. Prevê-se que a indústria de vídeo online valha US$ 124,6 bilhões até 2025.

Especialistas esperam que o valor total das assinaturas globais de vídeo atinja US$ 338 milhões este ano. Mais da metade dos espectadores relatam que preferem assistir a uma transmissão ao vivo com anúncios em vez de pagar uma taxa de assinatura.

A família média dos EUA agora contém uma média de cinco dispositivos de streaming, com 18% com 10 ou mais. 76% dos lares de banda larga dos EUA agora têm assinaturas OTT. Espera-se que a receita de anúncios do streaming de vídeo OTT atinja US$ 129 bilhões até 2023 (de acordo com o StreamHatchet).

Tendências e dados da NewZoo, StreamHatchet, dacast, Stannah Research, AppAnnie e SensorTower.

NFTs movimentam US$ 25 bilhões em 2021, veja 5 marcas que entraram na tendência

Primeiro, qual o motivo de falar de NFTs? Por ser  uma das apostas para 2022. É um ativo digital exclusivo e de alta tecnologia. Os NFTs movimentaram cerca de US$ 25 bilhões em 2021 no e-commerce mundial.  Dentre elas, Barbie com Balmain, Dolce&Gabbana, Louis Vuitton, Nike, Balenciaga.

O volume de vendas era de apenas US$ 94,9 milhões no ano anterior. O DappRadar coletou dados em dez blockchains diferentes, que são usados para registrar quem possui o NFT. 

De acordo com Digi-Capital’s AR/VR Analytics Platform, o investimento em realidade aumentada e realidade cresceu e ainda deve aumentar. Os casos de uso comercial devem receber o maior investimento em 2024 são treinamento e manutenção industrial, com 4.1 bilhões de dólares previstos para serem investidos em ambos os campos. Jogos de RV, visualização de vídeo/recursos de RV e jogos de RA compõem os três maiores casos de uso do consumidor para realidade aumentada e virtual (AR/VR), com 17,6 bilhões de dólares americanos previstos para serem gastos em 2024.

5 marcas que já investem na criação de NFTs

Barbie x Balmain (Mattel)

Barbie x Balmain: NFT. Imagem: Reprodução: Mattel
Barbie x Balmain: NFT. Imagem: Reprodução: Mattel

Coleção limitada. “Juntas, Barbie e Balmain estão criando um novo capítulo no legado das indústrias de brinquedo e moda“, disse Richard Dickson, presidente da Mattel. 

“Para esta colaboração, estamos desenvolvendo o novo estilo francês das coleções mais recentes da Balmain, mais uma vez mostrando que a Balmain é inspirada pela beleza verdadeiramente diversa e emocionante encontrada nas avenidas e avenidas parisienses de hoje. Esta coleção também rejeita quaisquer limitações de gênero arbitrárias – esta é uma coleção quase 100% unissex. Pois, assim como a Barbie de hoje deixa claro, não há mais nada nos segurando!” complementa Oliver Rousteing.

De acordo com a marca, a primeira coisa que você notará é “all pink” (todo rosa). “Isso faz todo o sentido, é claro – para uma colaboração com a Barbie, você aposta no rosa, já que essa cor se tornou sinônimo da marca. Assim, o diretor criativo da Balmain, Olivier Rousteing, projetou a paleta da coleção para evoluir dos blushes mais suaves para uma série de tons mais fortes. Olivier Rousteing e sua equipe de design da Balmain também se inspiraram na conhecida iconografia brilhante do universo Barbie. Camisetas e moletons canalizam habilmente o tratamento gráfico ousado que se reconhece imediatamente como da Barbie – e muitos dos acessórios são híbridos inventivos das bolsas exclusivas da Balmain e da embalagem da Barbie. Grande parte desta coleção de edição limitada brinca com novos toques nas assinaturas familiares da Balmain, incluindo a icônica marinière da casa e seu hipnotizante padrão Labyrinth” explica a marca no site oficial da campanha.

Dolce&Gabbana

Dolce¨&Gabbana: NFT. Imagem: Reprodução/DG
Dolce&Gabbana: NFT. Imagem: Reprodução/DG

Surpresa na passarela. No final de 2021, lançou Collezine Genesi, sua primeira coleção de alta costura digital. De acordo com a marca, foi pensada para ser atrativa nas três dimensões: a digital, a física e a da experiência. 

Cinco das peças foram criações físicas, desenhadas e executadas pela Dolce&Gabbana, com ativos digitais da UNXD para o metaverso: duas versões de The Dress from a Dream, em ouro e prata, ambas com contas cintilantes e detalhes em cristal; O Glass Suit, um terno masculino verde esmeralda, igualmente embelezado; e duas coroas de prata banhadas a ouro e cravejadas de pedras preciosas, chamadas The Lion Crown e The Doge Crown. As outras quatro peças foram exclusivamente digitais: três jaquetas masculinas ricamente bordadas e The Impossible Tiara, feita de “joias que não podem ser encontradas na Terra”, como Dolce & Gabbana explicou no Twitter. Com base em esboços dos designers da marca, Domenico Dolce e Stefano Gabbana, eles foram construídos pela UNXD, usando o blockchain Polygon, explica a marca. 

“Não se trata de nostalgia”, disse Dolce em entrevista ao Luxury London. “Tradição e inovação têm sido dois temas essenciais para nós desde o início – quando começamos, fomos transportados pela inovação; então descobrimos que ainda precisávamos de nossas raízes. Queríamos entender, em uma era como essa, onde existe uma nova geração digital, como podemos conversar e dialogar melhor com nossas experiências, tradições e o artesanal, e aliar tudo isso à inovação. Além disso, a tradição não tem sentido se não houver inovação e vice-versa. Assim como não há Dolce sem Gabbana!”.

Nike

Nike e RTFKT no metaverso, criando NFTs de tênis. Imagem: Reprodução/Instagram RTFKT
Nike e RTFKT no metaverso, criando NFTs de tênis. Imagem: Reprodução/Instagram RTFKT

Foco no multiverso e produção de tênis no universo digital. Em dezembro de 2021, a empresa adquiriu a startup RTFKT. Em anúncio oficial à empresa, revelou que buscam ser uma empresa líder que aproveita a tecnologia de ponta para fornecer colecionáveis de próxima geração que mesclam cultura e jogos.

 “Esta aquisição é mais um passo que acelera a transformação digital da Nike e nos permite atender atletas e criadores na interseção de esporte, criatividade, jogos e cultura”, diz John Donahoe, presidente e CEO da NIKE, Inc. equipe de criadores muito talentosa com uma marca autêntica e conectada. Nosso plano é investir na marca RTFKT, servir e desenvolver sua comunidade inovadora e criativa e ampliar a presença digital e as capacidades da Nike”.“Esta é uma oportunidade única de construir a marca RTFKT e estamos empolgados em nos beneficiar da força e experiência fundamentais da Nike para construir as comunidades que amamos”, diz Benoit Pagotto, um dos cofundadores da RTFKT.

 “A Nike é a única marca no mundo que compartilha a profunda paixão que todos temos pela inovação, criatividade e comunidade, e estamos empolgados em expandir nossa marca, que foi totalmente formada no metaverso.”

Balenciaga

Balenciaga entra no jogo Fortnite. Imagem: Reprodução/Fortnite
Balenciaga entra no jogo Fortnite. Imagem: Reprodução/Fortnite

Marca já está no jogo Fortnite. Criou uma série exclusiva para o jogo e foi primeira marca de moda a fazer parceria com a Fortnite. Vendeu quatro itens exclusivos de sua coleção para servir de skin e acessórios para avatares para serem utilizados em seu universo. 

O diretor criativo da marca de moda de luxo, Demna Gvasalia, busca sempre ter algo novo a oferecer e, desta vez, mescla as linhas entre o físico e o digital. O modelo físico de Balenciaga foi transformado em um avatar digital chamado ‘Doggo’, que usa roupas Balenciaga na arena Fortnite.

Para se equipar na produção do universo digital, a Balenciaga está lançando um departamento virtual próprio. A nova unidade de negócios é “dedicada inteiramente ao desenvolvimento de produtos, projetos e experiências” pensados para o metaverso. “Neste momento, o clímax da interação com uma marca de luxo é que você clica em curtir, comenta ou compra algo”, disse o CEO da Balenciaga, Cédric Charbit, em uma conferência do Business of Fashion (BoF). “Podemos chegar ao próximo nível por meio do metaverso, já que as empresas, incluindo as do campo da moda, estão dando “passos gigantescos todos os dias” quando se trata de experiências e ofertas virtuais.

Louis Vuitton

Louis Vuitton lança Louis The Game e suas NFTs. Imagem: Reprodução/jogo.
Louis Vuitton lança Louis The Game e suas NFTs. Imagem: Reprodução/jogo.

Criou Louis the Game. Jogo da própria marca com ativos digitais para personalizar o personagem. LV está comemorando 200 anos e está prestando homenagem ao seu fundador por meio de várias novas iniciativas, incluindo esse jogo de aventura. Nele, existem trinta NFTs desenhados pelo artista Beeple. Louis the Game pode ser baixado em dispositivos Apple, Android e Google, a coleção exclusiva LV Trunk já está disponível e a marca promete novas coleções de NFTs e novidades no jogo em breve.

De acordo com a Vogue Business (em tradução livre): a Louis Vuitton trabalhou com a startup de eventos Wenew para criar os NFTs, que são cunhados da carteira Louis Vuitton Ethereum. A Wenew foi cofundada pelo artista Mike Winkelmann, conhecido como Beeple, que vendeu uma obra de arte NFT através da Christie’s por US$ 69 milhões, e colaborou anteriormente com a Louis Vuitton em sua coleção prêt-à-porter primavera 2019. Beeple criou um dos três NFTs emitidos pela Louis Vuitton; os outros dois “momentos” NFT são cartões postais históricos da vida da Louis Vuitton (Louis the Game tem cartões postais dentro da experiência do jogo, mas não são NFTs).

Consumo de NFTs

Para as marcas, investir na tecnologia NFT é criar presença na realidade virtual. O uso de filtros em fotos e vídeos, os aplicativos e óculos de realidade aumentada (entre outros recursos) abrem espaço para criar experiências que envolvam o consumidor em ambientes 100% digitais.