App Daylio. Imagem: Reprodução.

Self data: 8 apps para métricas pessoais

Self data é uma tendência

Saber os passos caminhados durante o dia dia, o progresso de um livro ou as horas gastas em determinada atividade se tornam uma forma de registro, memória ou lembrete. A cada dia, surgem ainda mais opções para acompanhar tantas informações de si mesma(o). E, ao organizá-las, o “self data” ou “quantitative self” é uma tendência que acompanha o comportamento de usuários e pode ser útil para otimizar o tempo ou hábitos. Abaixo, oito aplicativos para acompanhar as métricas pessoais.

  1. Rescue Time

O Rescue Time faz relatórios do seu tempo online. É um recurso de produtividade para desktop ou aplicativos móveis executado em segundo plano, a fim de acompanhar aplicativos e sites navegados, fornecendo estatísticas dos tempos gastos em todas as atividades, que você pode ver no aplicativo ou receber por email, para organizar melhor as horas online. Após instalar, é possível configurar a prioridade de tipos de conteúdo na sua conta e que são interessantes de priorizar.

Dashboard do RescueTime
Dashboard do RescueTime. Imagem: Reprodução

Site oficial | Preço: aplicativo gratuito.
Versão premium inclui opção de listas de sites bloqueados e estatísticas detalhadas.
Disponível para desktop e mobile.

 

  1. Daylio

O Daylio tem o objetivo de acompanhar a qualidade de vida, com o registro de humor diário nas opções padrões de radiante, bem, entediado, mal ou horrível. Cada entrada pode ser registrada em categorias, tais como trabalho, descanso, esporte, viagem, etc. Também é possível adicionar notas no formato de diário. A aba estatísticas mostra o gráfico de humor mensal dividido pelas marcações feitas, humor registrado, meses ou anos.

App Daylio. Imagem: Reprodução.
App Daylio. Imagem: Reprodução.

Site oficial | Preço: aplicativo gratuito.
Versão premium inclui opção de exportar estatísticas em Excel.
Disponível no Google Play e App Store.

 

  1. Sleep Better (Runtastic)

O Sleep Better foi feito para melhorar a qualidade de vida e do sono, oferecendo o registro das noites dormidas. Ao setar o aplicativo antes de dormir, é possível marcar as atividades diárias (cafeína, álcool, treinamento, estresse) que influem no sono. No dia seguinte, ele “acorda” no horário previsto, quando o sono se encontra mais leve. Ao acordar, é possível marcar na entrada como se sente, se houve pesadelo e escrever comentários sobre a noite. Estatísticas mostram tempo e saúde do sono em gráficos, além da média da qualidade dos sonhos.

Sleepbetter dashboard. Imagem: Reprodução
Sleepbetter dashboard. Imagem: Reprodução

Site oficial | Preço: aplicativo gratuito.
Versão premium inclui opção de listas de sites bloqueados e estatísticas detalhadas.
Disponível para desktop e mobile.

 

  1. Google Fit

Aplicativo focado na saúde e no bem-estar. Mede a quantidade de exercício feito baseado no cálculo de calorias e estrutura do seu corpo (altura, peso). As métricas exibidas com base na sua atividade geram métricas do tempo de exercício, tipo de ação que foi executada, superação de metas e são divididas por tempo (dia, semana).

Site oficial | Preço: aplicativo gratuito.
Versão premium inclui opção de exportar estatísticas em Excel.
Disponível no Google Play e App Store.

5. TV Time 

@greysabc is again… #1 . . Watch @mindhunter it’s good! We promise ?

Uma publicação compartilhada por TV TIME (@tvtimeapp) em

O TV Time, antigo TV Show Time, é um aplicativo de entretenimento com foco em séries e programas de tv. Possui um check-list com os episódios, com barra de progresso por cada uma das temporadas e também o que já foi completado no total de cada série. Lembretes incluem avisar quando a série está próxima de ir ao ar. Métricas incluem o total de horas assistidas em cada show, porcentagens de cada temporada e o seu total geral de horas, meses e semanas. Conta com recomendações baseadas nos seus gostos pessoais.

Site oficial | Preço: aplicativo gratuito.
Disponível no desktop e mobile.

6. Last.fm

O Last.fm é um aplicativo de entretenimento para registrar a atividade musical. O dashboard inclui os sons registrados e os top álbuns e músicas. Possui tags que descrevem o gênero musical (rock, pop) e subgêneros (tais como synth pop), além de categorias especializadas, como female vocalists ou switzerland bands. Métricas das bandas mostram a tendência de ouvintes ao longo do tempo, enquanto as métricas pessoais incluem o total de scrobbles, horas e dias da semana predominantes, gêneros em alta no seu perfil e grau de compatibilidade musical com outros usuários da rede. Recomendações se baseiam no que foi tocado, membros das bandas e gênero musical. É possível integrá-lo a diversos serviços de streaming atuais, tais como o Spotify.

Site oficial | Preço: aplicativo gratuito.
Versão premium inclui opção de acompanhar mainstream-o-metter (seu nível de música popular), compatibilidade musical, rádio.
Disponível para desktop, mobile e aplicativos.

  1. Letterboxd

letterboxd.com/app

Uma publicação compartilhada por Letterboxd (@letterboxd) em

Aplicativo de entretenimento para acompanhamento de filmes. Oferece um diário de produções vistas, listas por interesses e watchlist (filmes que gostaria de ver). A timeline, baseada nos gostos pessoais, oferece um ranking dos filmes e documentários mais vistos pelos amigos e influencers, produções em alta e classificação por melhores filmes (com mais estrelas). Versão paga inclui o download dos dados em Excel e badge de usuário em destaque.

Site oficial | Preço: aplicativo gratuito.
Versão premium inclui opção de exportar estatísticas em Excel.
Disponível no Google Play e App Store.

 

  1. GoodReads

Goodreads Dashboard. Imagem: Reprodução
Goodreads Dashboard. Imagem: Reprodução

Aplicativo para acompanhamento de leituras. Livros, mangás e graphic novels estão incluídas no catálogo. Os registros de livros podem ser feitos por meio da busca ou de QR Code disponível no app. Assim como o TV Time, conta com recomendações baseadas nos seus gostos pessoais geradas pelo algoritmo, listas próprias ou de outros usuários, indicações e newsfeed dos amigos. Possui o GoodReads Reading Challenge, um desafio de leitura que acompanha sua meta anual e também dos amigos que aderiram ao desafio. Também conta com métricas incluem progresso da obra por meio de porcentagem ou número de páginas, soma do que foi lido anualmente e tags para organização.

Goodreads. Reprodução de tela do aplicativo.

Site oficial | Preço: aplicativo gratuito.
Disponível no Google Play e App Store

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Twitter Spaces. Imagem de reprodução do Twitter

7 fatos sobre o Twitter Spaces

Podcasts, salas de chat e até redes exclusivas de áudio. Parece que os anos 20 vieram mesmo com a priorização dos áudios. Apesar das funcionalidades de mandar mensagens por voz serem utilizadas no WhatsApp, Instagram, Facebook e no Twitter, agora surgem redes que criam salas exclusivas só para conversar por voz. Depois do ClubHouse, agora o Twitter lança o Twitter Spaces ou Twitter Espaços. Abaixo, sete questões para saber mais sobre os Spaces.

Twitter Spaces. Imagem de reprodução do Twitter
Twitter Spaces. Imagem de reprodução do Twitter

 

1. O que são os Espaços do Twitter?

Os Espaços do Twitter ou Twitter Spaces são ambientes públicos, igualmente às salas de chat. Qualquer pessoa pode entrar como ouvinte – inclusive pessoas que não seguem você. É possível participar clicando no link da sala, que pode ser compartilhado por mensagem direta, por exemplo.

2. Quem pode criar os Espaços?

Atualmente, a função de criar Espaços no Twitter está disponível para usuários de iPhone ou do Android, ambos que possuam contas verificadas. Mas, para participar, não é necessário ter verificação.

3. Todos podem falar nos espaços?

De acordo com o Twitter, você pode falar se for autorizado(a) e, ao criar um Espaço, também pode escolher quem irá participar com voz. As permissões podem ser alteradas pelo criador(a) do chat a qualquer momento durante as conversas. Também é possível negar permissões. Os ouvintes podem solicitar para o criador do chat o seu direito de falar.

Twitter Spaces. Imagem de reprodução do Twitter
Twitter Spaces. Imagem de reprodução do Twitter

4. É possível transcrever áudios?

De acordo com o Twitter, você pode falar se for autorizado(a) e, ao criar um Espaço, também pode escolher quem irá participar com voz. As permissões podem ser alteradas pelo criador(a) do chat a qualquer momento durante as conversas. Também é possível negar permissões. Os ouvintes podem solicitar para o criador do chat o seu direito de falar.

5. Os Espaços ficam disponíveis depois do término da conversa no Twitter?

De acordo com o Twitter, você pode falar nos Spaces se for autorizado(a) e, ao criar um Espaço, também pode escolher quem irá participar. As permissões podem ser alteradas pelo criador(a) do chat a qualquer momento durante as conversas. Também é possível negar permissões. Os ouvintes podem solicitar para o criador do chat o seu direito de falar.

6. Os Espaços funcionam para contas com Tweets protegidos?

As contas com Tweets protegidos não podem criar Espaços, apenas participar. E as contas ficam ficam visíveis nas salas.

7. É possível denunciar Espaços ou usuários no Twitter?

Sim. Qualquer participante do Espaço pode denunciar no Twitter Spaces. Denuncie o Espaço tocando no ícone “…” e depois em Denunciar este Espaço. Para denunciar uma conta no Espaço, toque no avatar da conta e depois em Denunciar. Em seguida, escolha o motivo de denúncia.

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Imagem de teclado com a tecla "del" em destaque. Resenha: Dez argumentos para deletar agora agora as suas redes sociais.

Resenha: Dez argumentos para você deletar as suas redes sociais

Livro sobre excluir as redes sociais reflete sobre os ganhos de deletar as plataformas

Livro e Ted Talk fomentaram o debate sobre excluir as redes sociais

Quando Jaron Lanier lançou o livro “Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais”, o ano era 2018 e o debate sobre os efeitos das redes sociais já existia, mas muitos tópicos escritos ainda não haviam sido levantados pela mídia ou pelas próprias plataformas.

No livro, Lanier levanta que as redes sociais que não nos fazem felizes, possuem pouco controle interno (discurso de ódio, fake news, por exemplo), não nos entregam tudo que é publicado (o algoritmo cria regras próprias) e muito do que fazemos ali é uma forma de grandes corporações obterem lucro por meio de anúncios.

Mais sobre os ganhos em excluir as redes sociais

Em 2021, o debate sobre deletar as redes aumenta, e há quem já deletou o Facebook ou o WhatsApp

De lá para cá, o debate aumentou. E deletar o Facebook ou até o Instagram, que era algo quase impossível para muitas pessoas, se tornou uma opção cada vez mais próxima. Por serem as redes mais usadas no dia a dia, junto ao WhatsApp, ver essa mudança de comportamento é muito importante. Em menos de três anos, saímos da visão, de muitas pessoas, de “não dá para viver em tal rede social” para “não uso mais, vou deletar”. Justificativas como o monopólio, falta de privacidade e algoritmo que não entrega as publicações têm ganhado ainda mais força.

Para as marcas, o cenário de excluir as redes também é desafiador

Para as marcas, diversificar seus investimentos em mídia na internet se tornou fundamental, pois dependendo da sua área, outras mídias são muito mais lucrativas. Isso depende do mercado, mas ouvir dos clientes que eles “gostariam de voltar a investir em buscadores e experimentar novas redes”, é uma evolução que diminui a dependência de uma só fonte.

Jornalismo deveria deletar as redes sociais?

O Jornalismo também possui questões sobre as redes sociais levantadas por Lanier

No Jornalismo, pude acompanhar sites e revistas que voltaram a investir em SEO e não mais nas redes sociais. O “jogo” do algoritmo deixou os próprios publicadores confusos. Por mais que realizassem as recomendações de cada plataforma, ainda não conseguiam resultados desejados. E diversificaram os seus investimentos. Alguns até abandonaram certas redes sociais. A mudança de mídia paga também faz com que as próprias redes mudem suas regras, pois elas precisam desse investimento para obter seu lucro.

Mas ainda existem muitas limitações, em especial para a forma de atingir os usuários: diversos sites, hoje em dia ainda, vincularam suas inscrições e vendas unicamente por redes sociais. E uma só plataforma faz o monopólio e, em especial, limita o comércio e a informação.

Já vi muitos amigos não conseguirem encontrar um link para um evento e também não conseguiram ver informações de um show. Acabamos enviando print screen para que pudessem ver, e foi uma “luta” para que achasse o e-mail de inscrição fora da rede social. Em 2018, eu mesma perdi todo o meu histórico do Spotify – havia esquecido que tinha vinculado com uma minha conta de rede social. Quando criei uma nova, utilizei o e-mail. No final, acabou sendo uma ótima experiência. Recebi novas recomendações, “limpas” do que já tinha escutado, e pude conhecer muitas bandas e podcasts novos.

Estamos nas redes, mas há como sair?

Seja para as marcas, para os veículos de mídia ou para os usuários, está tudo, menos fácil. Existem mais de dez argumentos para deletar as redes sociais, de todos os lados. Mas, ao mesmo tempo, nem todos estão preparados para isso. Afinal, quantas ações temos feito para sair desse monopólio? Certas inscrições, cadastros, grupos, existem apenas em redes sociais. Mas o mais importante é: sem usuários, não há produto. Esse poder, sim, está nas mãos da audiência e a preferência deles tem mudado com o botão do “deletar conta”.

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Infoxicação: a intoxicação do excesso de informação

FOMO: Fear of Missing Out, potencializado pelo uso de redes sociais

+ Sobre “Dez argumentos para você deletar agora as suas redes sociais”

Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais – Livro por Jaron Lanier

Artigo no blog da Editora Intrínseca

Ted Talk by Jaron Lanier – disponível no Youtube

 

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Rip Star: Twitter substitui as estrelas dos favoritos por corações de curtidas

#RipStar: saem as estrelas de favoritos, entram os corações de curtir no Twitter

RipStar - mostre como você se sente sem perder uma batida. Mudança da estrela de favoritos nos posts pelo coração foi anunciado no Twitter.
RipStar – mostre como você se sente sem perder uma batida. Mudança da estrela de favoritos nos posts pelo coração foi anunciado no Twitter.

 

Neste início de novembro, o Twitter mudou uma de suas funcionalidades mais utilizadas: o botão da estrela, chamado de favorito (⭐), que tornou-se o “coraçãozinho” de curtir (❤). De acordo com a rede social, a mudança expressa a mudança do comportamento do usuário e universaliza a linguagem no Twitter. A plataforma é considerada de nicho, abrangendo pequenos grupos que utilizam-na ativamente.

“Você pode gostar um monte de coisas, mas nem tudo pode ser seu favorito (…). O coração, por outro lado, é um símbolo universal que ecoa através das línguas, culturas e fusos horários. O coração é mais expressivo, permitindo transmitir uma gama de emoções e conectar-se mais facilmente com as pessoas”, explicou Akarshan Kumar, Product Manager do Twitter.

RipStar: Twitter substitui estrelas de favoritos por corações. A rede social publicou formas como o coração pode ser utilizado pelos usuários: adora, "aww", risos, sim, toca aqui, parabéns, permaneça firme.
RipStar: Twitter substitui estrelas de favoritos por corações. A rede social publicou formas como o coração pode ser utilizado pelos usuários: adora, “aww”, risos, sim, toca aqui, parabéns, permaneça firme.

A reação de quem está no Twitter à “morte” das estrelas nos posts

O The Verge expressou uma opinião comum à parte do sentimento dos usuários, e como eles se comportam em relação à nova opção do coração:

“A estrela não é um coração. Um favorito não é curtir.

O último lançamento de engajamento no Twitter é um pouco menos versátil, um pouco menos poderoso, um pouco mais comprimido.

Como o Twitter Moments, a sua grande aposta é nos usuários casuais, cujos gostos do Twitter são básicos, em todos os sentidos da palavra.”

Coração pulsante é a nova curtida do Twitter.
Coração pulsante é a nova curtida do Twitter.

Para os heavy users do Twitter (usuários que utilizam com frequência, acompanham cada evolução e podem até ser fãs) essa mudança significa rever os sentimentos sobre o que se favorita. Notamos que, no Brasil, os heavy users utilizavam o favorito como forma de guardar os tweets. Marcar com estrela poderia ser encarado como uma forma de dizer que “lê depois” ou “eu vi” (seja um sentimento de curtir ou de rancor). Para estas pessoas, trocar a estrela pelo coração é diminuir o significado da funcionalidade.

Mais: veja o crescimento e engajamento do Twitter em 2015

A base de usuários ativos por mês obteve o crescimento baixo nos últimos períodos, especialmente se comparado ao Facebook:

Crescimento de usuários ativos no Twitter em milhões em 2015 (q315)
Crescimento de usuários ativos no Twitter em milhões em 2015 (q315)

 

Quanto ao engajamento, o Twitter aumentou o volume de interações no último período (terceiro trimestre de 2015):

Engajamentos de anúncios do Twitter em 2015 (q315)
Engajamentos de anúncios do Twitter em 2015 (q315)

Fonte dos gráficos: Fortune e Twitter

Fica a dúvida se, utilizando uma linguagem mais acessível e universal de “amor”  e “curtida”, o Twitter irá conquistar aumentar a sua base de usuários ativos. Também se, com a mudança da estrela para o coração, o número de interações continuará a crescer, especialmente os usuários fora do nicho que ele já conquistou. Afinal, o crescimento de pessoas será fundamental para desenvolver a plataforma que poderá também aumentar a sua receita de anúncios. Com o maior investimento de anúncios, o Twitter pode crescer o valor das ações e valorizar-se mais no mercado após uma queda de valorização nas bolsas das big techs.

Enquanto isso, os memes estão acontecendo no próprio Twitter:

Rip Star: meme da estrada em que a estrela de favorito vai por um caminho e o símbolo do Twitter vai por outro.
Rip Star: meme da estrada em que a estrela de favorito vai por um caminho e o símbolo do Twitter vai por outro.

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