Arquivo da categoria: Mídias Sociais

Digital Hangover, a ressaca digital

Digital Hangover é a adaptação do termo “social hangover”, a ressaca social, para o universo digital. Ela ocorre pelo excesso de informação, ações digitais, telas ligadas, aplicativos usados, tempo online utilizado ou até o suposto mau uso das redes enquanto está online. Vergonha própria ou vergonha alheia. Seja por si ou pelos outros, causa vergonha e arrependimento devido ao uso das redes e outras evidências online de comportamento embaraçoso. 

Association of National Advertisers-established (ANA) lista alguns acontecimentos que geram a sensação de ressaca:

  • Como nos sentimos em relação aos nossos corpos: À medida que a fadiga do consumidor aumenta em relação às mensagens positivas do corpo e a confiança na aparência permanece baixa, exploramos o aumento da neutralidade corporal e o que isso significa para as marcas.
  • Como nos sentimos em relação aos nossos amigos e seguidores: A “arrumação” digital está em alta. Despertar a alegria nas redes sociais significa criar um universo online que o sirva no momento. Mergulhamos em como as marcas podem ser a força positiva que os consumidores desejam ver em seus feeds sociais.
  • Como nos sentimos sobre o mundo ao nosso redor: à medida que nos aproximamos de eleições, estamos vendo uma mudança no tom de muitas das maiores vozes políticas e descobrindo como as marcas podem ser um alívio conforme nos aproximamos do pico do estresse político.

Em tempos de tanto uso de câmeras, reuniões, memes, informação rápida e nem sempre útil jogada em nossas telas, o sentimento de ressaca pode aparecer com frequência. O lado positivo é que pode ser evitado, especialmente no final de semana, cuja maioria das pessoas não utiliza para trabalho, pode auxiliar a fazer um detox digital. Outras ações podem ser aproveitar melhor o tempo online com menos informações em excesso, ou posts e comentários que não precisam ser ditos, para não gerar cansaço ou arrependimento depois.

TIME Magazine mostra os escândalos do Facebook

A nova edição da Time Magazine (07 de outubro/2021) mostra a foto de Mark Zuckerberg com um aviso de “Deletar Facebook?”. A revista debate como o Facebook atuou na divulgação de fake news distribuídas na plataforma, como o Facebook fez os jovens se sentirem mal em relação aos seus corpos, o cumprimento das leis e questiona se seria este o momento de deletá-lo.

TIME Magazine: capa sobre escândalos do Facebook

Fake News

A mudança no algoritmo do Facebook em 2018, apresentada como uma forma de aumentar as “interações sociais significativas” na plataforma, na verdade teria incentivado publicações polarizadas e inverossímeis. Frances Haugen, ex-funcionária, disse que “O Facebook enganou repetidamente o público sobre o que suas próprias pesquisas revelam sobre a segurança das crianças, a eficácia de seus sistemas de inteligência artificial e seu papel na disseminação de mensagens divisivas e extremas”. 

Crianças e adolescentes

Estudo interno que descobriu que o Instagram fez 32% das adolescentes se sentirem mal com seus corpos. “Não se trata simplesmente de certos usuários de mídia social ficarem zangados ou instáveis, ou sobre um lado se radicalizar contra o outro; trata-se de escolher o Facebook a crescer a todo custo, tornando-se uma empresa de quase um trilhão de dólares ao comprar seus lucros com a nossa segurança”, complementa Haugen. 

A resposta do Facebook

A diretora de comunicações políticas do Facebook, Lena Pietsch, sugeriu que as críticas de Haugen eram inválidas porque ela “trabalhou na empresa por menos de dois anos, não tinha subordinados diretos, nunca compareceu a uma reunião de ponto de decisão com executivos de nível C – e testemunhou mais de seis vezes para não trabalhar no assunto em questão. ”. “Eu estive lá por mais de 6 anos, tive vários subordinados diretos e conduzi muitas reuniões de decisão com executivos de nível C, e acho que as perspectivas compartilhadas sobre a necessidade de regulamentação algorítmica, transparência de pesquisa e supervisão independente são inteiramente válidas para debate ,” escreveu no Twitter. “O público merece melhor.”

O futuro do Facebook

A TIME ainda revela que o Facebook já parece estar reavaliando as decisões, conduzindo análises de reputação de novos produtos para avaliar se a empresa pode ser criticada ou se suas características podem afetar negativamente as crianças. “Qualquer que seja a direção futura do Facebook, está claro que o descontentamento está fermentando internamente. O vazamento de documentos e depoimentos de Haugen já gerou pedidos de regulamentação mais rígida e melhorou a qualidade do debate público sobre a influência da mídia social. Em uma postagem endereçada à equipe do Facebook na quarta-feira, Zuckerberg colocou sobre os legisladores o ônus de atualizar as regulamentações da Internet, particularmente relacionadas a “eleições, conteúdo prejudicial, privacidade e concorrência”. Mas os verdadeiros impulsionadores da mudança podem ser os funcionários atuais e antigos, que têm uma compreensão melhor do funcionamento interno da empresa do que qualquer pessoa – e com maior potencial de prejudicar o negócio.” complementa Eloise Barry / Londres e Chad de Guzman / Hong Kong para a TIME.

Resenha: Dez argumentos para você deletar agora as suas redes sociais