Métricas de vaidade: o que são e como ter métricas valiosas

O que são métricas de vaidade?

Métricas de vaidade são métricas que não são relevantes ao negócio ou produto e até mascaram os verdadeiros objetivos. São números que representam evoluções sem aplicação e que inflam o negócio. As métricas de vaidade possuem utilidade, só não devem ser a prioridade digital.

Como por exemplo saber o número de seguidores, que não representa o total de vendas de uma loja. Para a loja, o mais importante é realizar vendas e divulgar os seus produtos, enquanto o total de seguidores é secundário. 

A grande questão das métricas de vaidade é que elas muitas vezes são mais valorizadas do que as métricas que representam o objetivo real daqueles perfis na internet.

O que são métricas acionáveis?

Métricas acionáveis, pelo contrário, representam algo que é analisado e guia as decisões do perfil ou do negócio. Se por exemplo um comerciante vê que suas vendas oscilam, essa métrica irá ajudá-lo a guiar como fazer melhores vendas e aonde ele precisa melhorar para aumentar o número de compras.

Um exemplo de métricas acionáveis é a finalização do carrinho de vendas. Caso hajam mais finalizações na página do site, isso quer dizer que o consumidor conseguiu realizar o objetivo daquele e-commerce, que é efetuar a venda. Caso o volume de visualizações seja baixo, mas o volume de vendas seja alto, a proporção de audiência qualificada é boa e ter menos visualizações não será um problema, pois a conversão será alta e positiva.

Quais são as métricas de vaidade mais comuns?

Curtidas, comentários, visualizações, compartilhamento; total de seguidores ou de fãs; total de visualizações no site, são alguns exemplos. Lembrando que elas serão de vaidade caso não estejam de acordo com o objetivo de negócio – se para um e-commerce é vender, se para o pequeno empreendedor também, as métricas podem ser menos valorizadas que a venda efetuada.

Como evitar métricas de vaidade?

Estabelecer quais são os principais objetivos da sua presença digital. As métricas contextualizadas auxiliam a guiar se o seu objetivo está sendo realizado ou não. É como quando temos um guia, uma espécie de bússola, para tomar decisões a partir das métricas escolhidas.

Infoxicação, a intoxicação por excesso informação

O termo “infoxicação” começou a ser popular com o físico espanhol Alfons Cornellá que classificou, na década de 90, como o excesso de informação. Ele previu que nos próximos anos teríamos muito mais dados do que poderíamos absorver e em uma velocidade superior àquela que tínhamos até antes do advento da internet.

Em 2021, os números confirmam o que foi citado por Cornella. Mais de 2,2 milhões de terabytes de novos dados são gerados todos os dias no mundo, que incluem imagens, GIFS, vídeos, textos, séries, publicações nas diversas redes sociais, anúncios, e-mails, em uma lista diversa e praticamente infinita – todos em alta velocidade. Cornellá fala da infoxicação decorrente como um fator do risco: lidar dados e de tantas fontes ao mesmo tempo pode gerar ansiedade e estresse. Em alguns casos, o excesso também pode gerar Burnout, que é a exaustão da mente, ao ponto que não consegue mais produzir com excelência e tem dificuldade em absorver novas informações, gerando irritação, tristeza e até depressão, entre outros sintomas.

O filtro do que vemos, lemos e ouvimos na internet, especialmente as redes sociais, se torna necessário para evitar levar o nosso corpo ao excesso de informação. A rede pode ser um meio positivo para estudos e diversão se for utilizada com limites, escolhendo o que e quando se ver. Limitar os horários das telas, intercalar momentos sem celular ou monitores e tentar atividades que não envolvam a tecnologia são alguns exemplos de ações que auxiliam a não exaurir. Outras ações são de excluir e diminuir, como deixar de acompanhar pessoas, marcas e comunidades que não tragam efeito positivo. E o reforço no que importa, para possuir mais tempo para ler, reforçar os locais na internet que possuam maior fonte de bem-estar. Afinal, o tempo que possuímos é limitado e explorar espaços positivos para cada um é uma boa forma de usá-la.