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Facebook Explore: nova aba testa mudanças no newsfeed

O Facebook está em fase de testes de uma nova funcionalidade, o Facebook Explore. Com ela, o news feed mudaria a organização do conteúdo. Todas as postagens criadas por páginas seriam movidas ao feed da aba Explore, vista pelos usuários que clicarem nesta aba. Já o news feed principal teria publicações de amigos e posts patrocinados. A pesquisa acontece inicialmente na Eslováquia, Sri Lanka, Sérvia, Bolívia, Guatemala e Camboja.

O impacto da mudança já foi sentido nas maiores páginas destes locais. De acordo com o jornalista Filip Struhárik, as fanpages apresentaram queda nos números, com menor volume pessoas alcançadas e, por consequência, índice  mais baixo de interações (likes, shares e comentários). Até o momento, os usuários tem relatado diversos bugs que incluem a exibição de publicações muito antigas na aba.

Por outro lado, alguns acreditam que os posts dos publishers podem ter maior alcance caso as pessoas utilizem os dois feeds, pois os usuários que acessam a função estariam, de fato, interessados no conteúdo jornalístico e de entretenimento. Esse movimento já aconteceu no Snapchat, cuja aba de Explorar foi uma das funcionalidades mais utilizadas e úteis para a mídia. Especialmente em 2015, o Snap teve conteúdo do BuzzFeed, Wired e Allure publicado de forma interativa.

para as marcas, o novo feed com o Facebook Explore exigiria o uso do algoritmo da rede social de forma diferente. Caso seja implementado, os posts patrocinados apareceriam  ainda com mais frequência no feed principal. Já o conteúdo orgânico pode demandar o uso de novas estratégias para a distribuição de conteúdo. A observação dos dados em cada caso se tornaria ainda mais necessária, com o objetivo de entender como criar o conteúdo de forma mais efetiva para o público-alvo. É o que já tem ocorrido com o alcance das fanpages atualmente, que aproveitam a análise de dados para otimizar o seu conteúdo.

O anúncio oficial sobre o Facebook Explore explica que o objetivo atual é estudar a preferência das pessoas. O teste viria da experiência e uma necessidade da própria audiência em buscar conteúdos novos.  Por enquanto não existiria um plano de mudar o news feed de todas as pessoas, mas sim observar resultados. A rede estaria identificando se as pessoas preferem ver as publicações separadas entre o espaço pessoal e o público. Segundo o Facebook, o Explore dos seis países em teste mostra conteúdos completamente novos, enquanto no resto do mundo funciona como um feed complementar de artigos populares, vídeos e fotos personalizados com base nos interesses pessoais influenciados pelo algoritmo.

Potiguar, retirante e dataísta. Marketing Digital com foco em Business Intelligence, estratégia e monitoramento de mídias sociais.

Dados fora da caixa: menos pesquisas W.E.I.R.D., mais abrangência em Business Intelligence

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A maior parte das pesquisas globais sobre economia, política e até de teorias comportamentais, seja no mundo acadêmico ou no mercado, são baseadas em dados coletados sobre pessoas padronizadas, que representam uma amostra muito limitada em relação à variedade de humanos que temos. Onde estão os indianos, os negros, os orientais, os gays e até… transexuais?

As pesquisas que só abordam determinada parcela da população são limitadas, globalmente publicadas e… chamadas de “pesquisas W.E.I.R.D.”. Elas podem ser reduzidas ao clichê de “precisamos sair da caixa” das pesquisas.

W.E.I.R.D., em pesquisa, significa:

  • Western (ocidental);
  • Educated (educação superior);
  • Industrialized (industrializado/urbano);
  • Rich (rico).
  • Democratic (democrata).

No Brasil, podemos traçar vários perfis de “pesquisas WEIRD”. Um deles é:

  • Branco;
  • Heterossexual;
  • Ensino superior;
  • Vive em grandes metrópoles;
  • Rico: é das classes A e B;
  • Liberal (posicionamento político).

O desafio no Brasil passa por várias camadas, especialmente raciais e sociais. Se dermos um breve Google, o volume de pesquisas sobre quem está fora do padrão é absurdamente menor. Nesta minoria temos moradores da periferia, classe D,  transgêneros, bissexuais, mães solteiras, casais homoafetivos que adotaram crianças, retirantes nordestinos (ad infinitum).

O desafio das “9 dots” ou “thinking outside the box”
Hora do jogo

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Ligue os pontos;
Use apenas quatro linhas retas;
Linhas devem ser conectadas (não dê o truque e tire a caneta do papel enquanto traça-as);
Você não pode refazer as linhas enquanto traça.

Para visualizar o resultado, clique aqui.

O resultado de ligar simples esferas é um paralelo matemático que podemos associar ao desafio ao pensar fora da caixa com as pesquisas, relatórios e soluções estratégicas. A “visão viciada” é comum, pois estamos ligamos mais ligados ao contexto do que já temos, às possibilidades concretas e aos pensamentos facilmente acessíveis.

As crianças costumam fazer o desafio das 9-dots com mais facilidade e rapidez do que os adultos. O “quebra a cabeça” é resolvido com menos “limitações de mundo”, menos conceitos pré-determinados. As crianças não possuem uma caixa clara ainda e usam a criatividade e experimentação. Em outras palavras, pensam sem limitação.

Christian Rudder a aplicação anti-W.E.I.R.D. no site OkCupid

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Em seu livro “Dataclysm – Who We Are (When We Think No One’s Looking)”, o autor Christian Rudder aborda, em alguns momentos, as pesquisas W.E.I.R.D., apontando que elas limitam a nossa visão total do que está acontecendo. Rudder é co-fundador do site OkCupid, um dos sites de relacionamentos gratuitos mais populares do mundo, com mais de 3,5 milhões de usuários.

Por meio de gráficos e de explicações para comportamentos dos usuários, Rudder comprova que sair da amostra tradicional mostra novos cenários – que é o caso de sua pesquisa no site OkCupid. Ao analisar um dos maiores sites de relacionamento do mundo, ele procura ir além das “pessoas tradicionais” das pesquisas W.E.I.R.D. e investiga, também, asiáticos, negros e latinos.

Ao perguntar-se sobre o quê a equipe do OkCupid sabia sobre o comportamento e quais dados tinham da parcela de asiáticos, negros e latinos, ele concluiu:

“Não há muito que você pode fazer com o fato de que, estatisticamente, a banda menos negra na Terra é Belle & Sebastian, ou que o flash instantâneo em uma foto faz uma pessoa sentir-se sete anos mais velho, exceto para dizer, e talvez repetí-la em um jantar”.

(Christian Rudder, no livro “Dataclysm: Who we are”)

E foi explorando as possibilidades de vários tipos de pessoas que Hudder chegou em dados sobre a possibilidade de encontros entre pessoas de diferentes raças se conhecerem. O gráfico abaixo é feito junto ao DateHookUp, plataforma independente adquirida pelo OkCupid e que mostra uma base de usuários com preconceitos básicos na hora de conhecer o seu “crush” fora da internet:

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  • Homens latinos e brancos são os que menos querem conhecer seus “dates” negros;
  • Mulheres latinas não costumam sair com homens asiáticos;
  • Mulheres brancas preferem sair com homens brancos;
  • Homens brancos preferem sair com mulheres brancas.

Fora da caixa

 

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Ok. A expressão “fora da caixa” surgiu há mais de 20 anos e hoje em dia não podemos dizer que este mote é “fora da caixa”, pois já tornou-se clichê e… resumido, inclusive. Atualmente, é usada frequentemente no marketing e na publicidade. Mas qual, realmente, a sua aplicação? Quantas campanhas e pesquisas podemos listar que possuem dados sobre as pessoas fora do eixo W.E.I.R.D., mas que são atuantes na sociedade, mas nem sempre possuem visibilidade?

Pensar fora da caixa é olhar além do que foi coletado nas pesquisas e pensar no espaço “vazio” que ainda existe, para ir além dele e compor uma amostra completa. Para criar insights “fora da caixa” e aplicar de forma a criar Business Intelligence:

Abrangência da pesquisa:
– Quais pessoas esta pesquisa engloba?
– Quais soluções podem ser aplicadas?
– Qual as ideias/insights/conhecimentos que as soluções sugerem?

 

Menos dadinho, mais big data:
(Para pensar no cenário total, e não apenas no que salta aos olhos)

– Lato sensu, em latim, significa “sentido amplo”. Utilizada frequentemente para caracterizar determinada interpretação que deve ser abordada no sentido lato (abrangente);
– “Lato” sim. A abrangência das pesquisas é fundamental para sair que elas abordam Contido em si, dar o sentido de inclusão de muitos dados ou muitos fatos inerentes ao assunto.

 

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Potiguar, retirante e dataísta. Marketing Digital com foco em Business Intelligence, estratégia e monitoramento de mídias sociais.
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